(Re)Existência contra o PsicoBinarismo mekHanTrópico. https://fredecf.bandcamp.com/ https://www.youtube.com/@fredecf/videos
Me Aluga Não!
- Dr. Fredé CF (a.k.a. Frederico Carvalho Felipe - PhD in Art & Visual Culture - UFG/Brazil)
- Goiânia, Goiás, Brazil
- um entretenimento barato. Agite antes de usar. Não jogue fora em vias públicas. Mantenha a cidade limpa. Desculpe pelo transtorno. Os benefícios ficam.
quinta-feira, julho 16, 2020
Agora
Agora
O que fui?
Ou serei?
Não importa mais.
O que sou
(flui)
me tornei
Em um instante
se esvai...
Não me reconheço em meus passos
Não vislumbro mais caminhar
O amor guardado
na cura da calma
Salta de longe
fugindo da alma
Ao se encharcar de uvas
reservado
Não permite mais se ferir pelo que vem de fora
(assombrar)
Agora ou nunca
Nunca é agora
De dentro pra fora
(transmutar)
terça-feira, julho 14, 2020
Ao anoitecer
Ao anoitecer
A resistência ascende
O sistema cede
O ócio cresce
A luta esvai
A noite cai
O descanso acorda
Se despede da sua dor
Diz adeus à sua alegria
Uivando à Lua
Voltamos a Ser
ao anoitecer
Nos tornamos
Sombras
Sonhos
Sós
Sós
quinta-feira, julho 09, 2020
[ANÁLISE] MekHanTropia: álbum de Fredé CF resenhado no Canal Motim Underground.
O pessoal do Motim Underground analisou o álbum MekHanTropia em seu canal no YouTube.
A análise toca em pontos nevrálgicos da obra lançada no dia 26/06/2020, destacando a psicodelia presente nas músicas, experimentação, projeto gráfico e fluidez.Confira abaixo o trecho do que eles disseram sobre a obra:
"É uma experiência esse disco. Um bom material pra sentar e ouvir de boa. Totalmente viciante. Valeu a pena ter conhecido. Fãs de psicodélicos ficarão loucos com isso aqui. Doideira total! Bem na veia da galera que fica procurando por algo psicodélico diferente." (Motim Underground)
Se inscreva no canal do motim Underground: https://www.youtube.com/c/MotimUnderground
Para assistir o vídeo completo de análises sobre diversos lançamentos underground do mês de junho/2020, clique AQUI: https://www.youtube.com/watch?v=ek6Hmxdo1pg&t=4254s
MekHanTropia foi todo composto, gravado, mixado, finalizado e produzido pelo smartphone (inclusive os videoclipes) no bunker de Fredé CF, em Goiânia – Goiás - Brasil, durante a pandemia de COVID-19 (2020). Captado com o microfone do fone de ouvido tem as letras, música, voz, violões, baixo, percussão, samplers e vocais (tudo D.I.Y.) por Fredé CF.
A obra conta com a impactante arte da capa e do encarte feita pelo artista transmídia Edgar “Ciberpajé” Franco, que também teve participação mais que especial em quatro faixas com seus aforismos, vocais e tocando instrumentos musicais transcendentais mágicos.
O álbum integra conceitos que vem sendo trabalhados pelo autor no curso de Doutorado em Arte e Cultura Visual da UFG, sob a orientação da profa. Dra. Rosa Berardo, na busca por reflexões sobre o momento atual que vivemos.
Em breve, o álbum MekHanTropia será lançado também em formato físico pelo selo TBonTB.
Ouça e baixe o álbum MekHanTropia completo: https://fredefoak.bandcamp.com/releases
Ajude o Motim Underground a seguir em frente (CATARSE): https://www.catarse.me/ajude_o_motim_underground_a_seguir_em_frente_2483?ref=project_link&fbclid=IwAR3gmkb5nfLemNUO0cD--XBpPeTh-YNwOt7TOfY7A9cS_2-9qvJizkpvLIo
Clique abaixo:
domingo, julho 05, 2020
[LANÇAMENTO] VideoClipe da música “Na encruzilhada (The Gravedigger’s Samba)” de Fredé CF
[LANÇAMENTO] VideoClipe da música “Na encruzilhada (The Gravedigger’s Samba)” de Fredé CF, presente no álbum MekHanTropia lançado em 26/06/2020.
Ouça com fones (stereo).
Assista o vídeo clicando abaixo:
Letra:
"Todos na vida terão que em algum momento chegar a uma encruzilhada
Um dia há de escolher
O agora. O que deixar ir? O que deixar permanecer?
Não dar ao medo o poder. Ele é só um mensageiro.
Deixar o instinto falar.
Banir de dentro do peito o que adoece o espírito. Expurgar!
Olhar com maior clareza. Sem hesitar.
De dentro pra fora. Transmutar.
(Re)existir. Deixar fluir.
De que lado você samba?
Quem tá de sapato não sobra. Não vai sobrar!
Tentam nos calar.
Neofascismo neopentecostal.
Mas não somos ovelhas!
Janelas. Ideias. Satélites. Portais. Wi-Fi.
A(r)tear fogo! Autotransmutar
Pela Arte! Pela Vida!
Anti-MekHanTropia
Inclusivo ou excludente? De qual lado você está?
De qual lado vai sambar?
(Res)Pirar. Conectar. Habitar. Transitar. Libertar."
Letra, música, fotos e vídeo: Fredé CF
Desenhos e ilustrações: Edgar Franco (a.k.a. Ciberpajé)
F.Oak 2020.
Goiânia, Goiás, Brasil.
Essa música está no álbum MekHanTropia. Ouça o álbum MekHanTropia completo aqui: https://fredefoak.bandcamp.com/releases
Me siga no BandCamp:
domingo, junho 28, 2020
MekHanTropia - Fredé CF (2020) - LANÇAMENTO
MekHanTropia foi todo composto, gravado, mixado, finalizado e produzido pelo smartphone (inclusive os videoclipes) no bunker de Fredé CF, em Goiânia – Goiás - Brasil, durante a pandemia de COVID-19 (2020). Captado com o microfone do fone de ouvido.
Letras, música, voz, violões, baixo, percussão,
samplers e vocais (D.I.Y.): Fredé CF
Projeto
Gráfico, arte da capa e encarte: Edgar “Ciberpajé” Franco, que também teve participação
mais que especial nas faixas 2 e 6 com seus aforismos e vocais e na faixa 9 e
10 tocando instrumentos musicais transcendentais mágicos.
Filmes incidentais:
- “O Bandido da Luz Vermelha” – Rogério
Sganzerla
- “À Meia Noite Levarei Sua Alma” – José Mojica
Marins
- “O bebê de Rosemary” – Roman Polanski
Músicas incidentais:
- “Sympathy for the Devil” (Keith Richards / Mick Jagger)
- “N.I.B.” (Tony Iommi /
Ozzy Osbourne / Geezer Butler / Bill Ward)
- “Fearless” (David Gilmour
/ Roger Waters)
- “The Gravedigger’s Song” (Mark
Lanegan)
- [hidden track]: “Eu não sei fazer música” (Branco Mello / Tony
Bellotto / Charles Gavin / Marcelo Fromer / Nando Reis / Paulo Miklos / Sergio
Britto / Arnaldo Antunes) e “Faça, fuce, force” (Raul Seixas)
Ouça com fones (Stereo).
Sobre o conceito: http://mealuganao.blogspot.com/2020/06/lancamento-album-mekhantropia-de-frede.html
Link para o álbum: https://fredefoak.bandcamp.com/releases
Phone: +55 (62) 9 9222 10 77
Instagram/Twitter/Facebook: @fredcfelipe
F.Oak Produções
2020.
Selo: Two Beers or
Not Two Beers.
sexta-feira, junho 26, 2020
[LANÇAMENTO] Álbum MekHanTropia de Fredé CF
Link para o álbum completo: https://fredefoak.bandcamp.com/releases
OUÇA O ÁLBUM NO PLAYER ABAIXO:
Sobre o conceito de MekHanTropia:
OUÇA O ÁLBUM NO PLAYER ABAIXO:
MekHanTropia
foi todo composto, gravado, mixado, finalizado e produzido pelo smartphone
(inclusive os videoclipes) no bunker de Fredé CF, em Goiânia – Goiás - Brasil,
durante a pandemia de COVID-19 (2020). Captado apenas com o microfone do fone
de ouvido, tem as letras, música, voz, violões, baixo, percussão, samplers e
vocais realizado por Fredé CF em uma produção completamente D.I.Y. autoral. OUÇA AGORA AS 10 FAIXAS DE MEKHANTROPIA CLICANDO AQUI OU NAS IMAGENS DESSA POSTAGEM.
A obra, lançada
dia 26/06/2020 (sexta-feira, 666) pelo selo Two Beers or not Two Beers, conta com impactante projeto gráfico e arte da capa e do encarte feita pelo glorioso artista multimídia e professor Edgar
“Ciberpajé” Franco, que também teve participação mais que especial em quatro
faixas com seus aforismos iconoclastas, vocais viscerais e tocando instrumentos
musicais transcendentais mágicos.
O álbum é parte integrante
do projeto musical autoral D.I.Y. solo reflexivo de autotransformação do
artista multimídia/transmídia, professor, doutorando em Arte e Cultura Visual
(UFG) e baixista da banda Cão Breu, Frederico Carvalho Felipe (a.k.a. Fredé CarFeli).
A partir de conceitos que vem sendo trabalhados desde 2019 pelo autor no curso
de doutorado sob a orientação da profa. Dra. Rosa Berardo, a proposta é
refletir sobre o momento atual que vivemos navegando por sonoridades folk-eletro-punk-psicodelico
de trincheira com a intenção de resistir a padronizações e modelos estéticos e
artísticos institucionalizados.
As músicas e vídeos produzidos D.I.Y. até
agora além de serem cruciais como forma de terapia e (re)evolução,
ressignificando aspectos diversos da vida, também são partes do processo de
criação conceitual de um universo ficcional narrativo em progresso.
O álbum MekHanTropia
parte das trevas para a luz, em um processo de autoconhecimento e olhar à
própria Sombra. Ao identificar, reconhecer e buscar entender nossos próprios
sentimentos e ações, podemos transmutar e ressignificar nossa realidade e agir
de alguma forma para evoluir nossa existência em meio à neblina posta do lado
de fora. A saída é sobretudo interna, de dentro pra fora.
As primeiras
faixas apresentam o contexto de dominação MekHanTrópica estabelecido,
evidenciando sensações de medo, ódio, frustração, angústia, invisibilidade, horror
e solidão por meio de uma NecroPolítica nefasta de dispersão institucionalizada.
À medida que o álbum transcorre, inicia-se um processo rumo a autotransformação
e consciência (ter ciência), lançando luz no sentido de compreender, refletir e
ressignificar as Sombras em busca de maior harmonia consigo mesmo. O álbum se
finda em uma proposta de ação Anti-MekHanTrópica: movimentação,
ocupação, união, subjetividade e resistência visando viver a plenitude do “Ser”
e do “Agora”.
É preciso
estarmos fortes em nossas raízes e unidos para resistir à tempestade que nos
assola e lutar contra ela. A MekHanTropia nos dispersa, nos deprime, nos
ilude e padroniza para nos dominar mais facilmente. A reconexão é fundamental:
com o planeta e com a humanidade que ainda nos resta. Juntos ascendemos,
divididos caímos. Sigamos na Resistência. Não somos números, não somos
máquinas. Somos Cidadãos! Pela Arte! Pela Vida!
Ouça com fones (stereo).
Ouça com fones (stereo).
Sobre o conceito de MekHanTropia:
Vemos agora
quiçá o declínio de um sonho de liberdade e um blefe de que vivemos em tempos
de maior livre-arbítrio. Há uma alteração induzida de modos como lidamos com o
mundo. Uma inversão de valores acerca de quem somos/éramos em essência e de
como vivíamos em sociedade, frente uma (sub)existência servil e controlada
decorrente de nossa atual relação com o sistema institucionalizado e suas
ferramentas tecnológicas de controle cada vez mais eficazes.
Tal pensamento
induz à uma condição de renúncia a nós mesmos enquanto animais orgânicos,
direcionando-nos a uma MekHanTropia adoecida, em uma cultura que centra
sua intenção narrativa sobre o imaginário coletivo na ideia de superação de
metas, produtividade e desenvolvimento econômico, esquecendo os limites
naturais e as consequências que tudo isso causa. A atual pandemia evidencia
tais aspectos e acentua as dispersões de humanismo que ainda nos restam. Devido
às possibilidades de contágio, são aniquilados encontros e afetos presenciais;
estipulados limites rígidos de contato; e determinadas relações mais intensas
de dependência entre as pessoas e as máquinas. Tudo ainda incentivado visando a
ideia quantitativa de produtividade.
O termo MekHanTropia
ainda vem sendo desenvolvido e aprofundado enquanto conceito no intuito de
transcender a representação do ciborgue, (tido pela simples mistura homem-máquina),
para o processo de transformação do Homem (antropo) em Máquina (Mekhos). Esse
conceito visa nossas relações sociais e também com o meio natural,
aproximando-o ao conceito de “misantropia” – aversão ao ser humano e à natureza
humana de forma geral ou a falta de sociabilidade – bem como as dispersões
causadas pela tecnologia. Assim, um MekHanTropo seria um tipo de
ciborgue destruidor da vida natural (orgânica) e a MekHanTropia uma
indução (ou intenção) causada pelo status quo para o indivíduo se tornar,
ludibriadamente ou não, um MekHanTropo. Esta situação traria recompensas
ilusórias sobre um futuro de falsa utopia, pois, ao invés de harmonizar-nos com
o meio e com o domínio das técnicas, se basearia no luxo, lucro e bens
materiais, o que o torna, de fato, uma distopia causada pela própria vaidade do
MekHanTropo, que abdica de sua vida e se metamorfoseia em engrenagem de
aniquilação a serviço de um sistema seco, sem vida. A palavra "Han"
surge no interior da expressão, como uma homenagem ao pensador “HAN,
Byung-Chul”, crucial para essas reflexões.
Cada vez mais
nos distanciamos uns dos outros e de nossa essência enquanto bicho. Mesmo
conectados globalmente pela rede telemática, nos desconectamos qualitativamente
de nós mesmos e do nosso habitat. Somos aprisionados ao sistema institucional
por meio de falsas “bolhas” de aceitação e aprovação, que induzem ao consumo e
à alienação, fazendo olvidar que vivemos em sociedade. Ignorantes frente as
nossas sombras e com conexões vazias, nos perdemos em nossa vaidade e
menosprezamos a importância de cizânias enquanto válvulas de reflexão em nossas
vidas. Pior que nos desconectarmos é a consequência que isso gera. Nos
aniquilamos diante de falsas promessas de felicidade fundamentadas no “ter”
acima do “ser” pelo universo fantástico e padronizante da publicidade e das
redes sociais. Somos cada vez mais aniquilados em nossa unicidade enquanto ser.
O cenário atual,
com a emergência de absolutismos, neofascismos e fundamentalismos, mostra-se
crucial para o autoconhecimento. Não no sentido restrito do conhecimento da
personalidade consciente do "eu", mas de forma a lançar - como aponta
C. G. Jung - luz em nossos lados obscuros (conscientes, inconscientes,
individuais, singulares) e entender que eles também fazem parte de quem somos,
estamos e nos tornamos enquanto seres humanos, animais.
A arte, nesse
sentido, manifesta muitos desses processos do inconsciente, tornando-se, a
partir de seus processos criativos e rituais de (re)presentação, uma excelente
via de resistência anti-MekHanTrópica pela vida orgânica que ainda nos resta
mas nos escapa cada vez mais.
Vídeos para ir além
e aprofundar na obra:
https://www.youtube.com/watch?v=yQtOkUvuBkQ&t=1s
https://www.youtube.com/watch?v=8oO2JQJ90MY
https://www.youtube.com/watch?v=SsfybsEG0WA
https://www.youtube.com/watch?v=85bO8ZFvLjk&t=102s
https://www.youtube.com/watch?v=904VaAYn_CE&t=28s
https://www.youtube.com/watch?v=3VjBH9zDx98
"A utopia
da natureza é a nossa distopia, e vice versa". (Celso Moraes)
Link do BandCamp para acessar o álbum MekHanTropia: https://fredefoak.bandcamp.com/releases
Em breve, o
álbum MekHanTropia será lançado também em formato físico pelo selo TBonTB.
quinta-feira, junho 25, 2020
[LANÇAMENTO DIA 26/06/2020] Álbum MekHanTropia - Fredé CF (TBonTB/2020)
O álbum MekHanTropia de Fredé CF, lançado pelo selo Two Beers or not Two Beers em 26/06/2020 (sexta-feira, 666) durante a pandemia, parte das trevas para a luz, em um processo de autoconhecimento e olhar à
própria Sombra.
Ao identificar, reconhecer e buscar entender nossos próprios
sentimentos e ações, podemos transmutar e ressignificar nossa realidade e agir
de alguma forma para evoluir nossa existência em meio à neblina posta do lado
de fora. A saída é sobretudo interna, de dentro pra fora.
O álbum, em seu percurso, traz uma proposta conceitual de ação Anti-MekHanTrópica: movimentação,
reflexão, união, subjetividade e resistência a uma NecroPolítica nefasta institucionalizada que nos assola.
É preciso
estarmos fortes em nossas raízes e unidos para resistir serenamente com selvageria à tempestade e lutar contra ela. A MekHanTropia nos dispersa, nos deprime, nos
ilude e padroniza nossas vidas para nos dominar mais facilmente.
Mas não somos números, não somos máquinas. Somos Cidadãos! A reconexão é fundamental:
com o planeta e com a humanidade que ainda nos resta.
Juntos ascendemos,
divididos caímos.
Sigamos na Resistência.
Pela Arte! Pela Vida!
Amanhã as 16:20 postarei o link para o álbum completo.
Por enquanto, segue o Menu Degustação:
https://www.youtube.com/watch?v=yQtOkUvuBkQ&t=1s
https://www.youtube.com/watch?v=8oO2JQJ90MY
https://www.youtube.com/watch?v=3VjBH9zDx98
"A utopia
da natureza é a nossa distopia, e vice versa". (Celso Moraes)
segunda-feira, junho 22, 2020
segunda-feira, junho 15, 2020
Sobre o conceito de MekHanTropia - por Frederico Carvalho Felipe
Vemos
agora quiçá o declínio de um sonho de liberdade e um blefe de que vivemos em
tempos de maior livre-arbítrio. Há uma alteração induzida de modos como lidamos
com o mundo. Uma inversão de valores acerca de quem somos/éramos em essência e
de como vivíamos em sociedade, frente uma (sub)existência servil e controlada
decorrente de nossa atual relação com o sistema institucionalizado e suas
ferramentas tecnológicas de controle cada vez mais eficazes.
Tal
pensamento induz à uma condição de renúncia a nós mesmos enquanto animais
orgânicos, direcionando-nos a uma MekHanTropia adoecida, em uma cultura que
centra sua intenção narrativa sobre o imaginário coletivo na ideia de superação
de metas, produtividade e desenvolvimento econômico, esquecendo os limites naturais
e as consequências que tudo isso causa. A atual pandemia evidencia tais
aspectos e acentua as dispersões de humanismo que ainda nos restam. Devido às
possibilidades de contágio, são aniquilados encontros e afetos presenciais;
estipulados limites rígidos de contato; e determinadas relações mais intensas
de dependência entre as pessoas e as máquinas. Tudo ainda incentivado visando a
ideia quantitativa de produtividade.
O
termo MekHanTropia ainda vem sendo desenvolvido e aprofundado enquanto conceito
no intuito de transcender a representação do ciborgue, (tido pela simples
mistura homem-máquina), para o processo de transformação do Homem (antropo) em
Máquina (Mekhos). Esse conceito visa nossas relações sociais e também com o
meio natural, aproximando-o ao conceito de “misantropia” – aversão ao ser
humano e à natureza humana de forma geral ou a falta de sociabilidade – bem
como as dispersões causadas pela tecnologia. Assim, um MekHanTropo seria um
tipo de ciborgue destruidor da vida natural (orgânica) e a MekHanTropia uma
indução (ou intenção) causada pelo status quo para o indivíduo se tornar,
ludibriadamente ou não, um MekHanTropo. Esta situação traria recompensas
ilusórias sobre um futuro de falsa utopia, pois, ao invés de harmonizar-nos com
o meio e com o domínio das técnicas, se basearia no luxo, lucro e bens
materiais, o que o torna, de fato, uma distopia causada pela própria vaidade do
MekHanTropo, que abdica de sua vida e se metamorfoseia em engrenagem de
aniquilação a serviço de um sistema seco, sem vida. A palavra "Han"
surge no interior da expressão, como uma homenagem ao pensador “HAN,
Byung-Chul”, crucial para essas reflexões.
Cada vez mais nos distanciamos uns dos outros e de nossa essência
enquanto bicho. Mesmo conectados globalmente pela rede telemática, nos
desconectamos qualitativamente de nós mesmos e do nosso habitat. Somos
aprisionados ao sistema institucional por meio de falsas “bolhas” de aceitação
e aprovação, que induzem ao consumo e à alienação, fazendo olvidar que vivemos
em sociedade. Ignorantes frente as nossas sombras e com conexões vazias, nos
perdemos em nossa vaidade e menosprezamos a importância de cizânias enquanto
válvulas de reflexão em nossas vidas. Pior que nos desconectarmos é a
consequência que isso gera. Nos aniquilamos diante de falsas promessas de
felicidade fundamentadas no “ter” acima do “ser” pelo universo fantástico e
padronizante da publicidade e das redes sociais. Somos cada vez mais
aniquilados em nossa unicidade enquanto ser.
O
cenário atual, com a emergência de totalitarismos, neofascismos e
fundamentalismos, mostra-se crucial para o autoconhecimento. Não no sentido
restrito do conhecimento da personalidade consciente do "eu", mas de
forma a lançar - como aponta C. G. Jung - luz em nossos lados obscuros
(conscientes, inconscientes, individuais, singulares) e entender que eles
também fazem parte de quem somos, estamos e nos tornamos enquanto seres
humanos, animais.
A
arte, nesse sentido, manifesta muitos desses processos do inconsciente,
tornando-se, a partir de seus processos criativos e rituais de (re)presentação,
uma excelente via de resistência anti-MekHanTrópica pela vida orgânica que
ainda nos resta mas nos escapa cada vez mais.
Para
ir além:
sexta-feira, junho 12, 2020
Na encruzilhada
Tudo na vida
em determinado momento
Deve chegar
Em alguma encruzilhada
E nesse ponto
É importante escolher
Refletir
Pensar
O que deixar
ficar
O que deixar
morrer
O que deixar
fluir
Quem sabe então
Assim
Olhar
Despertar
Com mais clareza
Quem somos?
Estamos!
Mudar
Sonhar
Na essência
Deixar ficar
Sem hesitar
Reconhecer
Viver
Deixar morrer
Somos bichos
Enfrentar
Autotransformar
Transmutar
Resistir
Voar
Deixar fluir
Ir
Deixar
Iluminar
quarta-feira, junho 03, 2020
“Tentando explicar o óbvio”, de Fredé Carvalho.
[Lançamento da Quarentena] Videoclipe/single da música “Tentando explicar o óbvio”, de Fredé Carvalho.
Música, letra, imagens e vídeo: Fredé CF (captação, edição e mixagem D.I.Y. - tudo feito pelo celular).
“Valdez, enquanto todos estão cheios de certezas, eu duvido mais e mais de tudo o que me circunda. Não sei de nada sobre as coisas ou sobre as pessoas. E, vamos ser sinceros, ninguém sabe nada sobre o mundo, sobre nada. O que está de fora de nós? O que penso, por exemplo, vem de mim ou vem de fora? O que sinto e experimento do mundo com meus limitados cinco sentidos (CINCO, apenas cinco!) de onde vem? Do mundo? Ou de mim mesma? Papilas gustativas...vinhos tão caros pra eu mesmo dar-lhes sabor! Estou muito ocupada tentando saber pelo menos um pouco sobre mim mesmo. Não tenho muito tempo pra gastar me (pre)ocupando com a vida dos outros. O tempo é precioso, meu amigo, não devemos perdê-lo com bobagens. Melhor pensar sobre ideias...e lembrar de anotar os pensamentos, pra não esquecer depois. Ideias é que valem alguma coisa. Ideias mudam o mundo! E o mundo está precisando de uma mudança de rumo, de uma sacudida, sabe?! Somos feitos de poeira cósmica. Vivemos pra brilhar, não pra morrer de tristeza. Ainda somos um pouco humanos e isso ainda é o que salva. Isso é o que nos faz ‘Ser’. Honremos a isso. Brindemos a isso! É preciso a(r)tear fogo nesse sistema podre e sem vida que nos transforma em máquinas. Vivemos em bolhas sem imaginação, sentimentos e pensamentos próprios. Máquinas solitárias sedentas por boletos. É preciso enxergar e ir além. Além do ordinário. Além da prisão sufocante das redes telemáticas. Estou trabalhando em um projeto de resistência anti-mekHanTrópica, Valdez, mas não posso falar sobre isso agora...desconfio que há muita gente aqui! Talvez você não esteja vendo. Mas sinto que pode ser que tudo isso esteja sendo controlado por alguém...toda essa nossa conversa. Criada por alguém. É preciso cautela. Desde antes da grande pandemia que a tecnologia tem dado saltos inimagináveis em direção ao controle psíquico da sociedade. Atualmente então, estamos ferrados! Talvez sejamos parte da narrativa de alguém que não sabemos nada a respeito. Talvez estejamos vigiados agora, nesse instante, por pessoas que não sabemos nada a respeito e que mesmo quem criou essa nossa narrativa não saiba nada a respeito. Pessoas em outras dimensões que, imagine só, talvez nos observem por plataformas de vídeos on-line, cada um de suas casas, ávidos por certezas sobre quem nem conhece ou sabe a respeito. E mais ainda: imagine só se, por um acaso, formos apenas personagens aleatórios nas descrições desses vídeos on-line que imaginei?! Personagens que, a princípio, nada tem a ver com o vídeo veiculado. Esse é o absurdo da vida, do universo, da existência. Podemos não ter nada a ver com o ‘vídeo veiculado’!!! Mas, de alguma forma, existimos e precisamos resistir. Talvez, mesmo nessas condições, possamos fazer algum sentido e mudar um pouco pra melhor a vida de alguém, ou a nossa própria vida. É isso! É tudo sobre a vida! A nossa vida! A nossa imaginação! Imaginação é vida! A imaginação é que transfigura o mundo! Por isso eles nos perseguem, porque vivemos! Porque imaginamos! Mas muita calma nessa hora. É preciso cautela, pra que não nos notem. Por falar nisso, preciso ir! Já estamos conversando por tempo demais e pra eles tempo é dinheiro. E dinheiro é vida que alimenta a existência sombria desses canalhas. Um grande beijo, meu amigo, e até a próxima aventura! Nos vemos em breve!”
(Trecho citado nos diários de quarentena do personagem Francisco Valdez como sendo a última conversa entre ele e Carmen, antes de seu desaparecimento em um futuro não muito distante. Porém, vale ressaltar, que ele também não tem muita certeza sobre isso).
Manifesto (anti)MekHanTrópico: https://mealuganao.blogspot.com/2020/01/bienvenidos-la-revolucion.html
Goiânia - Goiás - Brasil
junho/2020.
F. Oak Produções
#resistência
#PelaArte
#PelaVida
#antiMekHanTropia
https://youtu.be/8oO2JQJ90MY
Música, letra, imagens e vídeo: Fredé CF (captação, edição e mixagem D.I.Y. - tudo feito pelo celular).
“Valdez, enquanto todos estão cheios de certezas, eu duvido mais e mais de tudo o que me circunda. Não sei de nada sobre as coisas ou sobre as pessoas. E, vamos ser sinceros, ninguém sabe nada sobre o mundo, sobre nada. O que está de fora de nós? O que penso, por exemplo, vem de mim ou vem de fora? O que sinto e experimento do mundo com meus limitados cinco sentidos (CINCO, apenas cinco!) de onde vem? Do mundo? Ou de mim mesma? Papilas gustativas...vinhos tão caros pra eu mesmo dar-lhes sabor! Estou muito ocupada tentando saber pelo menos um pouco sobre mim mesmo. Não tenho muito tempo pra gastar me (pre)ocupando com a vida dos outros. O tempo é precioso, meu amigo, não devemos perdê-lo com bobagens. Melhor pensar sobre ideias...e lembrar de anotar os pensamentos, pra não esquecer depois. Ideias é que valem alguma coisa. Ideias mudam o mundo! E o mundo está precisando de uma mudança de rumo, de uma sacudida, sabe?! Somos feitos de poeira cósmica. Vivemos pra brilhar, não pra morrer de tristeza. Ainda somos um pouco humanos e isso ainda é o que salva. Isso é o que nos faz ‘Ser’. Honremos a isso. Brindemos a isso! É preciso a(r)tear fogo nesse sistema podre e sem vida que nos transforma em máquinas. Vivemos em bolhas sem imaginação, sentimentos e pensamentos próprios. Máquinas solitárias sedentas por boletos. É preciso enxergar e ir além. Além do ordinário. Além da prisão sufocante das redes telemáticas. Estou trabalhando em um projeto de resistência anti-mekHanTrópica, Valdez, mas não posso falar sobre isso agora...desconfio que há muita gente aqui! Talvez você não esteja vendo. Mas sinto que pode ser que tudo isso esteja sendo controlado por alguém...toda essa nossa conversa. Criada por alguém. É preciso cautela. Desde antes da grande pandemia que a tecnologia tem dado saltos inimagináveis em direção ao controle psíquico da sociedade. Atualmente então, estamos ferrados! Talvez sejamos parte da narrativa de alguém que não sabemos nada a respeito. Talvez estejamos vigiados agora, nesse instante, por pessoas que não sabemos nada a respeito e que mesmo quem criou essa nossa narrativa não saiba nada a respeito. Pessoas em outras dimensões que, imagine só, talvez nos observem por plataformas de vídeos on-line, cada um de suas casas, ávidos por certezas sobre quem nem conhece ou sabe a respeito. E mais ainda: imagine só se, por um acaso, formos apenas personagens aleatórios nas descrições desses vídeos on-line que imaginei?! Personagens que, a princípio, nada tem a ver com o vídeo veiculado. Esse é o absurdo da vida, do universo, da existência. Podemos não ter nada a ver com o ‘vídeo veiculado’!!! Mas, de alguma forma, existimos e precisamos resistir. Talvez, mesmo nessas condições, possamos fazer algum sentido e mudar um pouco pra melhor a vida de alguém, ou a nossa própria vida. É isso! É tudo sobre a vida! A nossa vida! A nossa imaginação! Imaginação é vida! A imaginação é que transfigura o mundo! Por isso eles nos perseguem, porque vivemos! Porque imaginamos! Mas muita calma nessa hora. É preciso cautela, pra que não nos notem. Por falar nisso, preciso ir! Já estamos conversando por tempo demais e pra eles tempo é dinheiro. E dinheiro é vida que alimenta a existência sombria desses canalhas. Um grande beijo, meu amigo, e até a próxima aventura! Nos vemos em breve!”
(Trecho citado nos diários de quarentena do personagem Francisco Valdez como sendo a última conversa entre ele e Carmen, antes de seu desaparecimento em um futuro não muito distante. Porém, vale ressaltar, que ele também não tem muita certeza sobre isso).
Manifesto (anti)MekHanTrópico: https://mealuganao.blogspot.com/2020/01/bienvenidos-la-revolucion.html
Goiânia - Goiás - Brasil
junho/2020.
F. Oak Produções
#resistência
#PelaArte
#PelaVida
#antiMekHanTropia
domingo, maio 24, 2020
MekHanTropia - Fredé Carvalho
[Lançamento] Videoclipe/single da música “MekHanTropia”, de Fredé Carvalho.
“Esse relato é de antes de tudo acontecer. De antes de tudo sucumbir. De quando ainda havia a estabilidade de um sistema completamente instável. Caótico. De quando o silício ainda não havia dominado por completo. Valdez nunca quis fazer mal a ninguém, prejudicar ninguém. Suas intenções sempre foram as melhores. Mas o que vale as intenções em um mundo focado em ação? De que vale as tentativas em um mundo focado em produtividade? De que vale o erro, enquanto caminho de evolução, em um mundo de julgamentos e condenações por verdades absolutas? De que vale o ser humano em um mundo padronizado por máscaras vazias de utopias sobre uma perfeição que não existe e não há razão de existir? Apesar de tudo, ele sobrevive ainda com esperança e segue a luta por se reinventar e evoluir a cada dia. Como todo ser humano, as vezes consegue, as vezes não. Mas, ainda assim, preferindo ser bicho, passível a erros e acertos, que esse enlatado que a humanidade se transformou.” (Diários de quarentena - personagem Francisco Valdez, em um futuro não muito distante)
Música, letra, imagens e vídeo: Fredé CF (D.I.Y.)
Manifesto (anti)MekHanTrópico: https://mealuganao.blogspot.com/2020/01/bienvenidos-la-revolucion.html
Goiânia - Goiás - Brasil
maio/2020.
F. Oak Produções
#resistência
#PelaArte
#PelaVida
quarta-feira, maio 13, 2020
“Ao Amanhecer” - Fredé Carvalho
[Lançamento na Quarentena] Clipe da música “Ao Amanhecer”.
O movimento estático do invisível que escapa aos nossos cinco limitados sentidos.
A ocupação transcendental e metafísica de espaços.
Contemplação, conexão, sombra, ruptura, transmutação, intenção, desfragmentação do imaginário, das memórias e da percepção.
Readequação de fluxos cardiocibernéticos.
Um olhar AnarcoFolkPsicodélico de dentro pra fora.
Tempestades mentais.
Confinamento.
Deslocamento do tempo ordinário.
Diferentes dimensões neurais desestabilizadas ao longo do dia.
Um dia inteiro caberia ao amanhecer?
Tentando ser a cada amanhecer.
Transcender
Pela Arte. Pela Vida.
Música, letra, voz, violão, mixagem, edição, captação de sons e imagens: Fredé Carvalho
Gravado, captado, mixado e editado pelo smartphone.
Se possível, fique em casa. Lave as mãos. Use máscara. Salve vidas.
Ouça com fones.
Letra: http://mealuganao.blogspot.com/2019/11/ao-amanhecer.html
Goiânia - Goiás - Brasil
maio/2020.
F. Oak Produções.
O movimento estático do invisível que escapa aos nossos cinco limitados sentidos.
A ocupação transcendental e metafísica de espaços.
Contemplação, conexão, sombra, ruptura, transmutação, intenção, desfragmentação do imaginário, das memórias e da percepção.
Readequação de fluxos cardiocibernéticos.
Um olhar AnarcoFolkPsicodélico de dentro pra fora.
Tempestades mentais.
Confinamento.
Deslocamento do tempo ordinário.
Diferentes dimensões neurais desestabilizadas ao longo do dia.
Um dia inteiro caberia ao amanhecer?
Tentando ser a cada amanhecer.
Transcender
Pela Arte. Pela Vida.
Música, letra, voz, violão, mixagem, edição, captação de sons e imagens: Fredé Carvalho
Gravado, captado, mixado e editado pelo smartphone.
Se possível, fique em casa. Lave as mãos. Use máscara. Salve vidas.
Ouça com fones.
Letra: http://mealuganao.blogspot.com/2019/11/ao-amanhecer.html
Goiânia - Goiás - Brasil
maio/2020.
F. Oak Produções.
terça-feira, maio 05, 2020
Clipe da música "O Messias de Rosemary (Rosemary's Messiah)"
[Lançamento na Quarentena] Clipe da música "O Messias de Rosemary (Rosemary's Messiah)" de Fredé CarFeli.
Música, voz, violão e arranjos (gravado e mixado pelo smartphone): Fredé CarFeli
Edição D.I.Y. tosca: Fredé CarFeli
Participação Especial (aforismos e vocal): Ciberpajé Edgar Franco
Ouça com fones de ouvido.
Ciberpajé: “ O novo single musical e vídeo iconoclasta do musicista Fredé CarFeli traz uma reflexão satírica ao (des)governo brasileiro e utiliza como inspiração a música tema do clássico do terror "O Bebê de Rosemary".
https://youtu.be/904VaAYn_CE
Música, voz, violão e arranjos (gravado e mixado pelo smartphone): Fredé CarFeli
Edição D.I.Y. tosca: Fredé CarFeli
Participação Especial (aforismos e vocal): Ciberpajé Edgar Franco
Ouça com fones de ouvido.
Ciberpajé: “ O novo single musical e vídeo iconoclasta do musicista Fredé CarFeli traz uma reflexão satírica ao (des)governo brasileiro e utiliza como inspiração a música tema do clássico do terror "O Bebê de Rosemary".
O Ciberpajé colaborou com 3 aforismos recitados por sua voz durante a atmosférica faixa. O vídeo utiliza imagens críticas que concatenam-se com o teor crítico da música. Clique na imagem abaixo e assista ao videoclipe”:
quinta-feira, abril 23, 2020
"Por medo ou por preguiça" - Fredé CarFeli
[Lançamento na Quarentena] Clipe da música "Por medo ou por preguiça" feito com fotografias e desenhos transformados com a utilização da rede neural Deep Dream. Nas técnicas, na música e no andar da narrativa busca-se a fuga da MekHanTropia por meio da autotransformação, do autoconhecimento e da (re)conexão com nosso habitat natural e nossa sombra.
Música, letras e arranjos (gravado e mixado pelo celular): Fredé CF
Fotos: Fredé CF
Desenhos: Edgar "Ciberpajé" Franco
Edição: Fredé CF
MekHanTropia: transformação do Homem (antropo) em Máquina (Mekhos). Pode-se ampliar o conceito às nossas relações sociais e com o meio natural, aproximando-o também ao conceito de “misantropia”, que é a aversão ao ser humano e à natureza humana de forma geral ou a falta de sociabilidade. Assim, um “MekHanTropo” seria um tipo de ciborgue (homem-máquina) destruidor da vida natural (orgânica) e a “MekHanTropia” uma indução (ou intenção) causada pelo sistema institucionalizado para o indivíduo se tornar, ludibriadamente ou não, um “MekHanTropo”. Esta situação traria recompensas ilusórias sobre um futuro de falsa utopia, pois, ao invés de harmonizar-nos com o meio e com o domínio das técnicas, se basearia no luxo, lucro e bens materiais, o que o torna, de fato, uma distopia causada pela própria vaidade do “MekHanTropo”, que abdica de sua vida e se metamorfoseia em engrenagem de aniquilação a serviço de um sistema seco, sem vida. Nessa ideia de distopia, em minha visão, a humanidade é extinta, o planeta não necessariamente. O conceito ainda está em andamento. "Han" surge no interior da palavra, como uma homenagem ao pensador “HAN, Byung-Chul”, crucial para essas reflexões.
quinta-feira, abril 16, 2020
Sobre o medo (Fearless)
Você me diz que é impossível transformar
Transmute-se
Você me diz que gostaria de tentar
Liberte-se
O agora é só o que nós temos
O tempo
E os contratos
São convenções que nos desviam do que somos
Enquanto voo me despeço dos meus medos
E me encontro
Já no espaço reservado aos pensamentos.
Sorrindo
Com medo de um vírus neoliberal
Restritos
Lutamos por sobrevivência
Enquanto o mundo explode
O nefasto palhaço grita na televisão
O povo segue descontando a frustação
E entre máquinas eu vou sonhando contra toda a multidão.
terça-feira, janeiro 14, 2020
Manifesto (anti)MekHanTrópico - Bienvenidos a la Revolución
O sistema que sufoca
A temporada de caça se iniciou
Com os sonhos destruídos
Quando iremos despertar?
Nem a esperança ilude mais
Nem a esperança existe mais
Colapso social
Eclosão humana
Mekhantropia.
Contrastes sociais
Nos pratos e nos muros
O sono entra em extinção.
Santiago, Brasília
Bolívia, Equador
O sangue sobe aos olhos
O gás enche de dor
Buscando a chave pra trancar minha alma.
Buscando distância de gente hipócrita.
Coincidências só existem pra quem as percebe
Vejo neonazis por toda parte.
A balança pesa só pra um lado
Prosperidade de uma classe é diferente de prosperidade de um país.
O equilíbrio é a chave da evolução
Sem diálogo não há transformação
Sem luta não existe revolução
Com o fascismo não há argumentação.
Quando iremos despertar?
Como o lobo que sobreviveu aos caçadores de cabeças
Tudo que aprendi agora abandono
Não me prendo ao absoluto
Venenos mundanos que alegram apenas aqueles
que não gostam de mim.
Gritos!
Ouço gritos na Babilônia!
E sussurros sombrios no Planalto Central!
Quanto eu sei de verdade? Quanto eu sei da verdade?
Cada indivíduo constrói sua verdade
Somos o cão que se liberta da corda
Somos o cão que se liberta da corda
Mas corre atrás do próprio rabo.
Não importa o que vem de fora
Exalando o que vem de dentro.
O que penso vem de fora ou vem de dentro?
É preciso entender
É preciso inverter!
De dentro pra fora é o movimento!
É preciso inverter!
De dentro pra fora é o movimento!
Como a raposa buscando vantagem
Amo meus dias cinzentos
Odeio a rotina que me poda a vida.
Ilumino a sombra como resistência.
E você?
Você é ouro maciço?
O Outro:
O Outro:
Nos vemos no inferno.
Caminhando no fim do mundo
Com dificuldade de respirar
Imaginando...
Quando iremos enfim despertar?
Mas não me deixe
parar de sonhar.
parar de sonhar.
Pois a partir desse momento,
quando deixarmos de errar,
quando deixarmos de errar,
viraremos máquinas,
deixaremos de lutar
deixaremos de lutar
e assim
perdida e condenada
a humanidade toda estará.
perdida e condenada
a humanidade toda estará.
Vemos
agora quiçá o declínio de um sonho de liberdade e um blefe de que vivemos em
tempos de maior livre-arbítrio. Há uma alteração induzida de modos como lidamos
com o mundo. Uma inversão de valores acerca de quem somos/éramos em essência e
de como vivíamos em sociedade, frente uma (sub)existência servil e controlada
decorrente de nossa atual relação com o sistema institucionalizado e suas
ferramentas tecnológicas de controle cada vez mais eficazes.
Tal
pensamento induz à uma condição de renúncia a nós mesmos enquanto animais
orgânicos, direcionando-nos a uma MekHanTropia adoecida, em uma cultura
que centra sua intenção narrativa sobre o imaginário coletivo na ideia de
superação de metas, produtividade e desenvolvimento econômico, esquecendo os
limites naturais e as consequências que tudo isso causa. A atual pandemia
evidencia tais aspectos e acentua as dispersões de humanismo que ainda nos
restam. Devido às possibilidades de contágio, são aniquilados encontros e
afetos presenciais; estipulados limites rígidos de contato; e determinadas
relações mais intensas de dependência entre as pessoas e as máquinas. Tudo
ainda incentivado visando a ideia quantitativa de produtividade.
O
termo MekHanTropia ainda vem sendo desenvolvido e aprofundado enquanto
conceito no intuito de transcender a representação do ciborgue, (tido pela
simples mistura homem-máquina), para o processo de transformação do Homem
(antropo) em Máquina (Mekhos). Esse conceito visa nossas relações sociais e
também com o meio natural, aproximando-o ao conceito de “misantropia” – aversão
ao ser humano e à natureza humana de forma geral ou a falta de sociabilidade –
bem como as dispersões causadas pela tecnologia. Assim, um MekHanTropo
seria um tipo de ciborgue destruidor da vida natural (orgânica) e a MekHanTropia
uma indução (ou intenção) causada pelo status quo para o indivíduo se
tornar, ludibriadamente ou não, um MekHanTropo. Esta situação traria
recompensas ilusórias sobre um futuro de falsa utopia, pois, ao invés de harmonizar-nos
com o meio e com o domínio das técnicas, se basearia no luxo, lucro e bens
materiais, o que o torna, de fato, uma distopia causada pela própria vaidade do
MekHanTropo, que abdica de sua vida e se metamorfoseia em engrenagem de
aniquilação a serviço de um sistema seco, sem vida. A palavra "Han"
surge no interior da expressão, como uma homenagem ao pensador “HAN,
Byung-Chul”, crucial para essas reflexões.
Neste
sentido, cada vez mais nos distanciamos uns dos outros e de nossa essência
enquanto bicho. Mesmo conectados globalmente pela rede telemática, nos
desconectamos qualitativamente de nós mesmos. Somos aprisionados ao sistema
institucional por meio de falsas “bolhas” de aceitação e aprovação, que induzem
ao consumo e à alienação, fazendo olvidar que vivemos em sociedade. Nos
perdemos em nossa vaidade e menosprezamos a importância de cizânias enquanto
válvulas de reflexão em nossas vidas. Pior que nos desconectarmos é a
consequência que isso gera. Nos aniquilamos diante de falsas promessas de felicidade
fundamentadas no “ter” acima do “ser” pelo universo fantástico da publicidade e
das redes sociais.
quinta-feira, dezembro 05, 2019
Sonho que se sonha só
Em outra dimensão (plano a), aliens transformam um prisioneiro (presos em um tipo de Aquário junto comigo) em uma espécie de "cubo" que é inserido em um globo terrestre, na altura da Nova Zelândia (ou seria floripa?). Eu contesto essa ação. Imploro pra que não insiram o cubo. Não me dão ouvidos. Essa ação faz surgir uma ilha no mundo da nossa dimensão (plano b), pra onde eu e mais duas pessoas são enviadas para averiguação.
Esses aliens fazem experimentos com os humanos e seus costumes torpes. O polvo (seriam os mesmos da lua de Júpiter?) é um animal a se prestar atenção, pois provém dessa dimensão superior (plano a).
O cubo surge sorrateiramente do mar e nós emergimos juntos com ele em uma praia poluída por caixas de remédios e sacolas de plástico flutuando na água.
Nessa praia que chegamos a areia é branquíssima e o mar bem azul, porém cheio de humanos com coisas como remédio, e outros objetos, boiando. Em determinado momento, penso que aquela cena se parece com um desastre marítimo, pela quantidade de coisas flutuando e as pessoas ali em volta. Mas não chego a qualquer conclusão, pois me desperto.
Me desperto? O Sábio Chinês ou a Borboleta?
Livre-arbítrio em uma realidade determinada e condicionada a limitação do nosso corpo por cinco sentidos? A mente extrapola, mas ainda assim é presa, pois está no corpo e condicionada a essa existência. Não desvincula ou consegue desassociar-se do que conhece. Não se atreve a ir além do que conhece, pois não consegue conceber com exatidão como seria aqui sem as referências que temos de tempo e espaço. A ordem que estabelecemos para o caos da existência é tentar conceber narrativas lógicas para as coisas triviais do acaso, associando e vinculando coisas. Significando o mundo e criando novos mundos, assim como no sonho. Podemos ser frutos de outras criações dessa natureza? Vivemos concomitantemente em outras dimensões? Estamos sendo observados e controlados sem nos darmos conta?
Tendemos a normalizar e normatizar o absurdo da existência levando institucionalizações e imposições sociais muito a sério. Nos distanciamos de nós mesmos. Fazemos o que não gostamos, para ter o que não precisamos ou queremos, para agradar quem não gostamos. Evidenciamos acontecimentos e experiências (fenômenos) negativas e nos esquecemos que todo o restante é positivo, pois permite que estejamos vivos e lúcidos (?) para viver tal experiência. Se uma coisa acontece fora daquilo que achamos/planejamos como ideal no mundo, já nos autodesignamos com "má sorte", esquecendo que só podemos passar por tal situação porque estamos a respirar, andar, comer, existir, viver. Nos agarramos tanto a um ideal de vida padronizado que nos é vendido pelo sistema e às vezes nos esquecemos de viver a nossa própria vida, de olhar pra nós mesmos. Autoconhecimento é a chave do poder, fonte de potência. O que penso vem de mim ou vem de fora? Qual fora? Se vem de fora, não existe o "eu"? Se vem de mim, qual a origem? Penso que vem justamente do movimento, de dentro pra fora, de fora pra dentro: tudo é relação. Devemos ter consciência e cuidado com o que nos relacionamos.
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