Me Aluga Não!

Minha foto
Goiânia, Goiás, Brazil
um entretenimento barato. Agite antes de usar. Não jogue fora em vias públicas. Mantenha a cidade limpa. Desculpe pelo transtorno. Os benefícios ficam.

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

JUÍZO FINAL


Juizo Final
Composição: Nelson Cavaquinho/Elcio Soares

O Sol há de brilhar mais uma vez
A luz há de chegar aos corações
Do mal será queimada a semente
O amor será eterno novamente

É o juízo final
A história do bem e do mal
Quero ter olhos pra ver
A maldade desaparecer

O Sol há de brilhar mais uma vez
A luz há de chegar aos corações
Do mal será queimada a semente
O amor será eterno novamente

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Tem dia que a noite é foda!


Tem dia que a noite é foda!

Acordando de minhas lembranças escondidas, via um quarto escuro onde só o barulho do ventilador ecoava, além dos carros e caminhões que passavam na rua em frente à casa onde estava. Essa casa, que eu não podia chamar de minha. Essa casa onde viviam pessoas com diversos problemas cuja dimensão era infinitamente maior do que eu poderia lidar. Eu não quero lidar, nunca quis. Quero me fechar em meu mundo. Já tenho problemas demais prá resolver prá me preocupar com o dos outros.
Em meus olhos as remelas endurecidas de uma boa noite de sono pesado pareciam inseparáveis de meu corpo. Na boca o gosto da desgraça, o gosto da ressaca de uma noite maravilhosa e cheia de risadas e teorias mirabolantes de como construir um mundo melhor. De como construir uma renda melhor. Renda, palavra essa que assusta mentes como a minha. Contas, dívidas, cheque especial e outras denominações que atrapalham mais que ajudam em nossa felicidade. O dinheiro não compra felicidade, mas manda a infelicidade prá longe. Não consigo entender como um pedaço de papel é responsável por tanta desgraça. É certo que eu não pensava nisso na noite passada, quando em rios de tequila me afogava e me sufocava em fumaça. Amava todas as pessoas do mundo, até meus inimigos. Mas na ressaca a gente aprende a ver o mundo lucidamente. Na ressaca vemos que não há dignidade quando se ama. O amor é indigno. O amor dói. O amor é como a grana, responsável pela maioria das desgraças, senão todas. Não sou eu quem afirma isso, é a História. O problema da História é a humanidade, logo, a História é uma desgraça.
Um banho gelado talvez me cure. O mau humor me assola que me cega. Não posso me cegar. Preciso ver a merda acontecendo. Talvez eu possa começar minha vida social hoje depois de um banho gelado. Água gelada cura tudo, menos dor de garganta. Aí está outra desgraça: dor de garganta.
Quem eu sou? Sou o maior dos problemas. Meu maior problema sou eu mesmo. Meu maior problema é não conseguir ser uma pessoa comum, nessa canoa furada, remando contra a maré. Só me afundo. Afundando-me sou feliz. Tomando um banho gelado, minha felicidade volta. Me sinto novo, mas a cabeça ainda dói. Talvez alguns comprimidos me ajudem ou, quem sabe, uma latinha de Antarctica possa resolver meu problema. Rebatendo minha tristeza. Criando outros novos problemas, afinal, a noite ainda está só começando.

terça-feira, maio 12, 2009

quarta-feira, abril 29, 2009

Outdoor


Esse outdoor ficava na Av. Universitária, ao lado da UEE. Ê Goiânia!

quarta-feira, abril 08, 2009

SURPRESA!

Este vídeo é o resultado de uma oficina de direção com Liz Vamp, realizado durante a TRASH - quarta mostra goiana de filmes independentes em Goiânia/GO.


sexta-feira, março 20, 2009

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Bomba Andaluz


Pois só o tempo nos mostra onde chegar
com todo o tempo que temos prá amar.
E ao mesmo tempo procuro acreditar
que o tempo é algo impossível de explicar.

segunda-feira, outubro 27, 2008

Dirigindo e ofendendo


Ruas movimentadas
Meu cigarro já no quimba
A marginal engarrafada
Sangue escorre das narinas

Suo feito um porco
Estou cercado de animais
Xingo todos
Fico louco
Já não me aguento mais

Dirigir e ofender
Esse é o meu destino
Dirigir e ofender
A desgraça em meu caminho

Um ônibus me fecha
Meto a mão na minha buzina
Ligo a seta prá entrar
Um moto-boy: minha ruína

Dei entrada num trator
Vou querer passar por cima
Dessa merda de motor
Movido a gasolina

Dirigir e ofender
Esse é o meu destino
Dirigir e ofender
A desgraça em meu caminho

quinta-feira, outubro 23, 2008

Perplexo


Não sei
Não sinto
Não choro
Não minto


Estático sofrimento
Anestesiado pensamento

O jogo nunca existiu
A realidade que nunca foi pensada
Realidade paralela
Realidade subversiva.

O amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade.
A ilusão restringe,
Não enxerga o coração.
A ilusão destrói,
Não desperta a razão.

Não posso me livrar da dor.
Whisky, gelo negro,
A dor me persegue.
whisky, gelo seco.
A dor me persegue.

Corações e mentes
Inseparáveis e destrutíveis
Amor e ódio
Ataque e perdão
Amor e ódio
Àries / Escorpião.

A perfeição é surreal
A perfeição nunca existiu
O coração em um braço dorme
O coração não sente frio.

O que posso dizer?
nunca será o bastante.
O que tento sonhar?
hoje se mostra distante.
O que posso fazer?
Lágrimas já não sinto.
O que posso sonhar?

...

...o que devo sentir,
sem pedir perdão?

O que posso pedir?
...

O que posso te dar?

...

O que posso sofrer?

...

lhe entrego meu coração.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Ponto Fraco


Está aceso o sofrimento
Um calor interno sufocando
Achei que havia morrido
Mas ainda está vivo
A dor mutila e aniquila a razão.

Pensei em fugir
Me esconder n’algum lugar
Um lugar onde o tempo passe devagar
Um lugar onde ninguém possa me achar.

Incerto é meu futuro
A sujeira que sobrou o fogo queimou
Não sei lidar com isso
É mais forte e me torna imóvel
Imobilidade sentimental.

A ansiedade me atormenta.

Vai-se embora então o meu mundo sem mim.
E o que sobrou...

segunda-feira, setembro 01, 2008

Perdido na esperança


Certo dia um louco se perdeu em um conto. Ao passar pela página 12 do seu livro de cabeceira teve um leve descompasso e foi obrigado a deixar sua cama se dirigindo para o quarto ao lado, onde dormia seu lado obscuro, seu irmão bastardo que, por ele tantas vezes ignorado, se tornou o desabafo de sua vida entorpecida.
Este ser abandonado que pelas esquinas refutava a vida, nesse dia experimentou a bebida proibida ao som de Bob Dylan.
Em passos largos e imprecisos, foi à rua da amargura e em um ataque de fúria deu um fim à sua vida.
Nos resta agora a lição, que nos versos de uma canção, faz nos olhos passar a vida.
Cada besta desembesta, cada ser com uma promessa, de quem sabe algum dia poder ler a 13ª página sem riscos de agonia.

Pequenas divagações sobre o ócio, a realidade, cigarros e vinho tinto


A distância constitui uma perda cotidiana que às vezes nos leva até um estado de letargia agonizante... Cheio de fantasmas pra enfrentar, medos pra superar, dogmas pra acreditar e contas pra pagar.
Não quero ser desgraçado ao ponto de dizer que vejo um futuro tenebroso pela frente... Sei que as coisas se ajeitam com o tempo... Sei que no fim tudo dá certo (e se não deu certo é porque ainda não é o fim). Mas, de toda forma, o que posso fazer pra diminuir minha ansiedade além de tomar litros de café e fumar quilos de cigarros? Nada! A não ser ouvir um Bob Dylan ou um Vinícius de Moraes nesses momentos de melancolia... Um vinho tinto ajuda a não esquecer que ainda corre sangue nas veias e o vapor elucidativo de Kingston invadindo a mente propõe novos horizontes ao diálogo e à introspecção. A sanidade e a loucura são pontos de vista que, se bem trabalhados, constituem no fundo a mesma coisa. Às vezes é necessário perder (ou se afastar) de algo para se ter um valor ainda maior em relação a este. Os testes da vida são pequenas surpresas infiltradas nas entrelinhas dos aniversários e em cada fim de dia que vejo um sonho ser corrompido pela realidade, me lembro que a realidade, na verdade, foi provocada por uma profunda escassez de álcool.
Então meus caros, na real, voltemos ao vinho.

terça-feira, agosto 26, 2008

Cerrado


Alterado
Modificado
Diferenciado

Substâncias coloridas que influenciam o fluxo
Noites e dias que trazem distúrbios

Tempo seco
Empoeirado

Névoas vermelhas estancam o sangue branco já jorrado
Noites frias
Lábios trincados

Olhos rachados
Peito estourado

Vida vazia
Cotidiano marcado

Destinos
Caminhos
Desvios

Tudo esburacado
Todos embasbacados
O deserto me faz escravo.

Trilha do Inferno


Um nome ao sentimento
A estranheza situada
Na carne (e músculo) rasgada
No peito o ódio escorrendo

Algo em si desconhecido
Uma noite e um dia em lamento
Um profundo sentimento
Na alma aborrecido

Desvairados cães por tudo assopram
No inferno, a postos, nos respiram
No prazer de um calafrio
A luz baixa me incomoda

Duas covas e um vinho
Uma mesa esverdeada
Em um canto encurralada
A vida a beira do abismo

Escolhas mal fundadas
Sob a dor de uma escalada
Tenebrosos maltrapilhos
Dão lugar ao meu sorriso

Em um próximo desafio
Desencantos rápidos e tardios
Me transformam com frieza
Em um homem doentio

Parecendo um Quimba


INFERNO!
DESGRAÇA!
ME DEIXE EM PAZ!

ACORDADO AS 10 DA MANHÃ!
NÃO AGUENTO MAIS!

Cegueira


Como toda noite, chovia no centro da cidade. A inquietude e agonia ecoavam no ar provocando sensações de letargia aos andarilhos noturnos da Praça do Trabalhador. Algo estava prá acontecer mas ninguém sabia o quê.
Os estabelecimentos encontravam-se fechados e silenciosos como um assassino em seus melhores fluxos de sobriedade. Um clima morto e pesado, onde mendigos e cachorros passam ao seu lado e nada dizem, a não ser ‘bom dia’.
Em qualquer momento se pode ver travestis e prostitutas, desde que esteja tarde o suficiente para tais seres se embriagarem de luxúria e abandono.
Aquela sensação cortante, de se sentir sozinho e abandonado em meio a tanto medo; medo de enlouquecer o mundo e a si mesmo; medo de querer sair andando como um louco e não conseguir por estar completamente chapado; medo de infringir a lei e ser pego por supostos ‘aplicadores’ da mesma, frios e agressivos como um carrasco no dia da execução de sua mãe.
Sombras se moviam às suas costas e começaram a atiçar seus sentidos. Nisso, a inquietude o abraçou de vez fazendo-o levar a mão ao bolso e acender um cigarro para controlar sua ansiedade que muitas vezes o levava a comer suas unhas e, até mesmo, suas bochechas. Um ser aterrorizante se formava fruto de uma sociedade dividida em nichos e preconceituosa em relação aos andarilhos noturnos que ali trafegavam. Uma sociedade onde o medo de morrer não dava chance de viver a vida com intensidade; uma sociedade onde o lixo é jogado nos cantos para que possamos dormir sobre ele; uma sociedade tão calma e pacata que as vezes nos perdemos em nossas próprias ilusões e esquecemos de nos ver dentro do espelho.

Versos Doentios


Sombrios são os cantos dessa cidade
Sombrios como as vozes em minha cabeça
A morte chega sem pedir licença
A dor na espinha sentida enquanto caminho

Sombrios são os bares freqüentados
Bares que trazem felicidade
Bares que não se importam com quem sou
Bares que se importam com que bebo

Bebo prá amenizar o tédio
Já que eliminá-lo é impossível
Bebo pro mundo girar mais rápido
Bebo pro inferno me levar

Sombria é a luz sobre o muro
Sem luz não há escuridão
Sem escuridão não há vida
A luz é a morte

Não é com boas intenções que se faz uma grande arte
Fiz muitas coisas boas que me deram prejuízo
Fiz muitas coisas más que me deram lucro
Essa é a lógica do sentido

Minha barba está tão sólida que parece anterior ao rosto
Meu rosto já não é o mesmo
Sou alguém que eu não deveria ter visto
Alguém que não deveria rever
Você gosta de sangue mas é vegetariana
Você fala comigo por não ter nada a dizer

Loucura sem Razão - Parte III


A vida tem duas etapas:
O sonho e a realidade.
O sonho é criado em sua mente
A realidade cria sua mente
Como deus e o Diabo
Distintos como garfo e Faca
Mas completando-se mutuamente
Ying/Yang
Buceta/pau
Sonho/realidade
Administrando a realidade visando o sonho
Cultivando o sonho e morrendo na realidade
Uma sensação de que nada existe sem propósito
Como amar alguém sem amar a si mesmo?
Seu mundo só existe com você.
A lisergia de viver unida à razão de sonhar
Um poema onde não há nada a se falar.

Loucura sem Razão - Parte II


Agora já não indago
Agora soluciono
Quando dói, percebes que estás vivo
Não existe dor sem cura
Não existe o seu mundo sem você
A percepção se dá por meio da evolução
Evolução interior
Evolução superior (ou inferior)
Inferioridade da razão
A razão existe dentro de sua mente
(cada um tem a sua)
Disposição prá pensar
(cada um tem a sua)
Disposição prá evolução
(cada um tem a sua)
Não sou um Neanderthal
Não sou algo normal
Ninguém mais me espanta
Não se pode ganhar todas
Mas nem sempre perder é ruim
Os dias passam e você nem vê
Existir não pode ser confundido com viver

Loucura sem Razão - Parte I


Apresso o grau
Subo à mente
Exploro a dor
Me decomponho por dentro
Caminhos sem rumo
Rumos sem caminhos
Um bêbado em abstinência
Um louco sem razão
Avisto uma luz
(uma possibilidade)
Uma tartaruga me ultrapassa na linha de chegada
Eu mesmo tropeço na linha de chegada
Sou algo em trânsito entre a loucura e a lucidez
Algo em torno de histórias já vividas
Como um cão sem rumo cheirando lixo
Mas tudo muda
Tudo deve mudar
Como amar alguém sem amar a si mesmo?
O tempo cura
Se renovando as coisas se ajeitam
Não se pode prever, só nos resta esperar
Iconoclastas e Idealistas em debate
Acirrando a loucura sem razão
Mas essa noite a vida continua...quem sabe?