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quinta-feira, agosto 19, 2021

(RESENHAS) Três análises e impressões sobre o EP “ECOS ONÍRICOS”

 A psicoterapeuta paulista Larissa Dias, a comunicadora goiana Raquel Alves e o grande João Carlos Gomes (Balthäzar), mestre da Underground Gräves Distro e ícone do Motim Underground, falaram suas impressões sobre o meu EP intitulado “ECOS ONÍRICOS”.
Valeu demais pela força e pelas fantásticas análises e mergulhos tão intensos na obra! 
Veja abaixo as resenhas:

Ouça e baixe agora os lançamentos “Ecos Oníricos”, “É esse o mundo que queremos?”, “Cão Breu Pós-Humano” e “MekHanTropia” em: https://fredefoak.bandcamp.com

(RESENHA 1) “ECOS ONÍRICOS”: Um delicioso refúgio musical que transita entre a sensibilidade e a fantasia interpretativa de nossos sentimentos mais intensos

por Raquel Alves de Freitas Nunes - comunicadora/GO

O que é bom pode ainda ficar melhor, certo? Certíssimo! E assim, no dia mundial do rock, Fredé CF nos presenteia com o lançamento de ECOS ONÍRICOS. Um delicioso refúgio musical que transita entre a sensibilidade e a fantasia interpretativa de nossos sentimentos mais intensos. Rock, psicodelia e experimentalismo foram utilizados neste EP com muita propriedade para adentrar além do nosso imaginário. Extremamente reflexivo. E a minha medalha de ouro vai para: A FAIXA TÍTULO – “ECOS ONÍRICOS”. Amei a letra, e me identifiquei demais com alguns versos, como: "Às vezes gritando em silêncio preocupado sem ir além em busca de paz no meu peito.” Caramba! as letras acabam se encaixando em momentos de nossas vidas. Para essa interpretação tão real de nossos sonhos, pude perceber outras referências maravilhosas neste álbum. A faixa 03, “AGORA”, me lembrou Titãs (PRA DIZER ADEUS). Já em ECOS ONÍRICOS senti uma pegada à la Raul Seixas, me lembrou a melodia de GITÃ. A faixa 06 me lembrou, mais uma vez, Kraftwerk (THE ROBOTS. de 1978). Pra mim que, musicalmente falando, estacionei nos anos 70 e 80 com algumas raras paradas nos anos 90 e 2000, fiquei muito entusiasmada com as referências. O álbum é um presente para todos nós. Vamos à análise das faixas:

“ECOS ONÍRICOS” é um álbum tão convidativo como uma deliciosa xícara de café. Assim como um café quentinho, a poesia sonora do EP é uma agradável companhia que desperta e vicia. Aprecie, deguste e ouça sem moderação!

FAIXA 01 - Aaah e o que é a faixa ECOS ONÍRICOS, hein?! Com participação do cineasta e musicista Rafael Simon (aka Erre Simon), a letra da faixa título traduz na essência do que está por trás desses sonhos: desvendam a natureza dos sonhos trazendo um mundo de incertezas e solidão. Saudades de um passado que insiste em não voltar. Um paradoxo de sentimentos sufocados que vagueiam pela imensidão dos seus próprios pensamentos. ECOS ONÍRICOS é uma chuva de sensibilidade poética. Uau!!

FAIXA 02: Com citações de dois grandes pensadores: Samuel Butler e Marshall McLuhan, O EFEITO ANTES DA CAUSA é uma resposta sonora que desvenda, através dos conceitos desses pensadores, os mistérios da natureza.

FAIXA 03:  Instintos, sorrisos e lágrimas. Essa é a faixa 03: AGORA. Com uma voz ecoada, violão e o imediatismo de vivenciar o momento presente. A poesia ritmada de Fredé CF, com participação do professor e pesquisador Edgar Franco com seu berimbau de boca cortante, é um misto de emoções que se confundem com a dúvida dos seus próprios sentimentos.

FAIXA  04: A faixa 04 deste álbum, A PERSISTÊNCIA DO TEMPO, é uma sequência genial sobre o tempo. A poesia concreta se confunde com o abecedário do tempo que chega em nossos ouvidos repleto de significados. É a nossa persistência em perceber que cada instante é único baseado na maneira de como lidamos e desfrutamos dos conceitos de passado, presente e futuro.

FAIXA 05: Arranjos leves acompanhado de elementos sonoros suaves como um assobio de um pássaro. Assim é SALAMANCA BLUES. Com participação especial do músico e professor Gustavo Ponciano, a música é um diário. Um desabafo de emoções que se fundem aos sonhos e a expectativa de uma nova realidade onde os pré-conceitos possam ser descartados, e que a tolerância e a resiliência não sejam meros devaneios em nossa sociedade.

FAIXA 06: Mais uma pitada de experimentalismo e minimalismo não faz mal a ninguém. Assim é MUNDO T(R)ELA (DEEP BLUE ANIMUS SHINE), a última faixa do álbum. Com uma pegada dark e repleta de elementos sonoros fantásticos, a faixa nos deixa uma mensagem muito reflexiva. Percebemos que  encontramos  as mais profundas indagações sobre os nossos verdadeiros ECOS ONÍRICOS. Vivemos à espera de respostas para nossos sentimentos, anseios e sonhos. Os versos de MUNDO T(R)ELA vão lhe ajudar a trazer essas respostas em busca do que realmente importa e da descoberta de quem realmente somos.

Assim, essa foi a análise do EP “ECOS ONÍRICOS” e mais uma vez foi maravilhoso escutá-lo.

Ouça e baixe agora o EP “Ecos Oníricos” em: https://fredefoak.bandcamp.com/album/ecos-on-ricos-ep

 

(RESENHA 2) “UM BRINDE À PSICODELIA!” - Análise do EP “Ecos Oníricos” de Fredé CF

Por João Carlos Gomes (Balthäzar) – Motim Underground / Underground Gräves Distro

“O disco é um brinde à psicodelia (...) É um convite a entrar na mente do músico (...) Ele explora diferentes níveis de psicodelia (...) Uma verdadeira mistureba o som, mas uma mistureba que funciona (...) Atinge um nirvana da psicodelia (...) O Fredé tenta, não colocar correntes, mas ter o controle do som que ele tenta produzir (...) Vindo do Fredé, podemos esperar por composições subjetivas, porque exploram uma psique diferenciada, mas sem deixar de fazer as críticas ao que é necessário.”

Assista a incrível análise completa do EP no minuto 37’45’’ do vídeo “LANÇAMENTOS DE JUNHO E JULHO NO UNDERGROUND!!!” do canal Motim Underground no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=wGXy8M_LCnU

 Siga, curta, compartilhe e ative o sininho do canal do Motim Underground no YouTube

 

(RESENHA 3) “UMA ATMOSFERA QUE ACALENTA” - Impressões sobre o EP “Ecos Oníricos” de Fredé CF

Por Larissa Dias - psicoterapeuta/SP

Sobre o EP "Ecos Oníricos": Demorei, mas ouvi! Muito top, todas as músicas! Elas nem parecem gravadas em casa!! A música "Ecos Oníricos" traz uma atmosfera que nos acalenta, é como ouvir um ritmo bem gostoso, como quando acordamos de um sonho importante, mas ainda estamos nele. No fim, algo muda, parece um despertar (são chocalhos no fundo?); Em "Agora" percebi os efeitos do berimbau, bem psicodélico mesmo e a voz atrás da voz principal me deu uma sensação de agora mesmo, como se eu precisasse agir, tem um forte estímulo aí, não sei se foi de propósito ou se foi sem querer, mas ficou muito interessante! E a frase de "Salamanca Blues"...onde não existem fronteiras claras entre a realidade e a fantasia..." é maravilhosa. Eu super concordo que sim, existem vários mundos em uma existência. Viajei demais, valeu!!!!

Sobre o Miniconto MekHanTrópico escondido nas letras das músicas do EP: Me remeteu na mesma hora à forma de escrever do Christopher Queiroz, que escreveu um conto na última edição da revista "De onde o diabo olhava". É uma perspectiva muito interessante, assim como a desse conto. A menção a Sísifo me remeteu ao seriado coreano que estou vendo "O Mito de Sísifo". E combinado com as músicas fica bem assentado o recado do projeto como um todo!

Ouça e baixe agora o EP “Ecos Oníricos” em: https://fredefoak.bandcamp.com/album/ecos-on-ricos-ep


(Bônus) Larissa Dias também escreveu sobre o EP “É ESSE O MUNDO QUE QUEREMOS?”, lançado em abril de 2021, veja só:

Impressões de Larissa Dias sobre o EP “É ESSE O MUNDO QUE QUEREMOS?” de Fredé CF:

*Música 1 – “Como se fosse loucura (Parallel Dimension)”: A música tem uma dramaticidade necessária para o tema em questão. É forte e envolvente, traz uma vontade de se fazer algo por si mesmo e pelo mundo!

*Música 2 – “Genocida”: Que cuidado você teve de separar essas falas, o processo deve ter sido muito revoltante e até doloroso, de ouvir todas elas, mas o engraçado é que sua voz não passa isso... ali aparece alguém tentando nos confortar diante de desta situação, uma que todos sofremos. Não um conforto paralisante, mas um conforto para gerar energia para lutar.

*Música 3 – "Útero Egóico”: o violão nos chama atenção para um lado, enquanto a letra para outro. Achei muito interessante isso, essa é uma perspectiva não egóica, gera uma multivisão "fora do útero" como diz a letra, mas no fim, tudo vai se encaixando, a música na letra e o múltiplo no único. Está show a sonoridade!

*Música 4 – “Post-Human Depression”: Penso o quanto essas reflexões são importantes mas também penso o quanto estamos preparados (ou não) para fazê-las. "Pré-ocupados para nos preocuparmos". Talvez seja isso! Limites como proteção são necessários, até para executarmos profundas reflexões!

 Ouça e baixe agora o EP “É ESSE O MUNDO QUE QUEREMOS?” em: https://fredefoak.bandcamp.com/album/esse-mesmo-o-mundo-que-queremos-ep


Ouça e baixe agora os lançamentos “Ecos Oníricos”, “É esse o mundo que queremos?”, “Cão Breu Pós-Humano” e “MekHanTropia” em: https://fredefoak.bandcamp.com


quinta-feira, agosto 12, 2021

(RESENHA) Impressões sobre o EP “É ESSE O MUNDO QUE QUEREMOS?” de Fredé CF - Raquel Alves (Comunicadora)

 A comunicadora Raquel Alves de Freitas Nunes escreveu uma excelente resenha com suas impressões sobre o meu EP, lançado em abril de 2021, intitulado “É ESSE MESMO O MUNDO QUE QUEREMOS?”. Ouça e baixe agora o EP em: https://fredefoak.bandcamp.com e leia abaixo a resenha.

Clique na imagem para ouvir e baixar o EP “É ESSE MESMO O MUNDO QUE QUEREMOS?” 


A energia criativa de “É ESSE O MUNDO QUE QUEREMOS?” é encantadora! Um verdadeiro deleite musical.

por Raquel Alves de Freitas Nunes

 

A primeira surpresa foi quanto a capa de “É ESSE MESMO O MUNDO QUE QUEREMOS?” Tenho dois palpites: Lembra tanto um pequi cortado ao meio (sem o miolo) quanto um inseto (Barbeiro ou Piolho) se desintegrando sobre uma superfície amarela, foi o que eu consegui enxergar.

Dessa vez, foi difícil escolher a minha preferida, pois cada uma despertou em mim uma reação diferente, mas com muita intensidade. Fiquei anestesiada com a profundidade da primeira, adorei a fúria da segunda, o olhar crítico da terceira e da reflexão proporcionada pela quarta faixa, mas “COMO SE FOSSE LOUCURA” acabou sendo a minha preferida por "N" motivos. Não desmerecendo as outras, mas o experimentalismo no início deu um toque mais do que especial na música, pois a profundidade da letra trouxe uma identificação com cada um de nós. Tem um ditado que fala que de "médico e louco todo mundo tem um pouco." Além de concordar com esse ditado, estamos passando por  um momento muito louco de nossas vidas, onde às vezes, identificamos que vivemos esses dias nebulosos, COMO SE FOSSE LOUCURA. Os arranjos estão belíssimos e para que ela se tornasse ainda mais especial, percebi uma inspiração kraftwerkiana por aí. A introdução me lembrou muito Trans Europe Express e musicalmente falando, voltei em 1977 (mais especificamente em março de 1977) quando foi lançado o sexto álbum do Kraftwerk com a maravilhosa Trans Europe Express. Sem mais delongas, vamos a análise do álbum.

Clique na imagem para ouvir e baixar o EP “É ESSE MESMO O MUNDO QUE QUEREMOS?” 

ANÁLISE DO EP:

Com uma intensidade musical fabulosa, repleta de letras reflexivas que falam de sentimentos, valores e comportamentos com diversas pitadas de minimalismo experimental, violão, gaita, instrumentos mágicos e outros elementos sonoros, às 04 faixas do EP nos trazem as respostas diante dessa interrogação. A cada faixa desperta no ouvinte as mais variadas sensações. A energia criativa de “É ESSE O MUNDO QUE QUEREMOS?” é encantadora! Um verdadeiro deleite musical. Meu coração, minha mente e meus ouvidos agradecem. Vamos conferir?

FAIXA 1: Minimalista, instigante e visceral. Assim defino COMO SE FOSSE LOUCURA. A faixa inicial deste EP composta com uma sonoridade ímpar, nos traz à tona uma reflexão conflitante sobre a inquietação da vida que pulsa dentro e fora de nossos corpos. A forma como desvendamos nossos pensamentos, nossa realidade, comportamentos, anseios, instintos e defeitos. Versos que afirmam e contrariam a loucura de viver em meio ao caos e ao julgamento alheio passando a criar, de forma imperceptível, um reflexo de si mesmo.   

FAIXA 2: Na faixa 02 deste álbum a palavra GENOCIDA ecoa como um grito furioso, sufocado e agonizante diante de um governo que menospreza a gravidade da catástrofe pandêmica enquanto o seu povo sucumbe nos leitos dos hospitais.

FAIXA 3: Violão, gaita e uma poesia sonora impecável. Assim é ÚTERO EGÓICO. A terceira faixa do álbum é uma resposta perfeita para nossas inquietações. A análise comportamental humana desvendada em sua totalidade na complexidade das ações, dos valores, dos sentimentos, do conhecimento. ÚTERO EGÓICO tem um olhar crítico em meio as experiências vivenciadas. Um processo de evolução contínua traduzido em forma de música o qual meus ouvidos e minha mente agradecem.

FAIXA 4: A última faixa, POST-HUMAN DEPRESSION, é uma reflexão quanto aos limites do excesso. Excesso do uso das redes de sociais e suas consequências. Excesso de vaidade. Excesso de futilidade. A busca incessante do TER descartando completamente o SER, ocasionado por uma carência contemplativa em busca de uma admiração momentânea que nunca substituirá o convívio real onde é possível desfrutar de tudo que nos cerca. O que não podemos nos LIMITAR é em vivenciar as relações humanas. 

Por fim, a forma poética das letras de Fredé CF me lembram bastante as poesias do Violeta de Outono. Vale a pena dar uma conferida! Foi um grande prazer ouvir e contemplar suas músicas. Música pra mim é quase como um remédio. É o meu antídoto diário.


Texto e análise de Raquel Alves de Freitas Nunes - Comunicadora


sexta-feira, agosto 06, 2021

(LANÇAMENTO) “ECOS ONÍRICOS” (EP) – Fredé CF

(LANÇAMENTO) “ECOS ONÍRICOS” (EP) – Fredé CF

Ouça e baixe agora o EP em: https://fredefoak.bandcamp.com

O EP “Ecos Oníricos” foi produzido e lançado no inverno goiano de 2021 durante a pandemia e apresenta seis músicas autorais gravadas e editadas por mim (Fredé CF) pelo celular, assim como a arte da capa.

Situada conceitualmente em meu universo transmídia poético-onírico ficcional autoral intitulado “MekHanTropia” (em processo de expansão), a obra faz parte de minha pesquisa de doutorado em andamento em Arte e Cultura Visual (UFG). O eu-lírico é o personagem Valdez, que busca alternativas de resistência ao sistema de MekHanTropia por meio dos sonhos, reflexões e conexões colaborativas transbinárias e transdimensionais, atuando no autoconhecimento e escapando de padronizações maniqueístas instituídas.

“Ecos Oníricos” tem como inspiração sonhos que tive durante o período pandêmico, tecendo alusão a narrativas oníricas e fantásticas, reflexões existenciais e contraculturais, devaneios pós-humanos transcendentais e experimentações sobre realidades e dimensões colaborativas anti-mercadológicas que se interseccionam e materializam-se artisticamente pela obra.

O processo criativo iniciou-se de lembranças (ao acordar) e interpretações subjetivas sobre sonhos que tive. Logo escrevi sobre os temas e tentei ambientar os sons baseados nas emoções sentidas durante tais experiências. Além disso, convidei três músicos/artistas/parceiros para contribuírem com suas ideias poéticas, ecoando tais argumentos oníricos a novas possibilidades e deslocamentos conceituais, são eles: 1) o musicista e cineasta Rafael Simon, que compôs ambientações com guitarras ruidosas viscerais e batidas eletrônicas, trazendo um clima de flutuação no tempo e espaço para a primeira faixa, cujo título é homônimo ao EP; 2) o artista transmídia, professor e pesquisador Edgar “Ciberpajé” Franco, que gravou, com seu berimbau de boca, sons psicodélicos ritmados e recheados de lisergia atuando em contraste com a estrutura cancioneira da faixa “Agora”; e o musicista, professor, escritor e meu parceiro de banda (no Cão Breu), Gustavo Ponciano com sua guitarra mágica gerando um clima soturno e visceral na faixa “Salamanca Blues”.

Além dessas, o EP ainda traz a faixa “O efeito antes da causa”, com reflexões oriundas do pensamento de Marshall McLuhan e da série “Arquivo X (The X-files)”; a faixa “A persistência do tempo”, inspirada na poesia concretista e em reflexões sobre as lógicas de ordenação temporal da realidade, articulando pausas, silêncios e andamentos com as acelerações típicas da vida cotidiana atual; e a faixa “Mundo T(r)ela (Deep Blue Animus Shine)”, que mescla vocalizações, ruídos, música orgânica eletro-acústica e música eletrônica. A faixa fecha a obra e adentra conceitos sobre a influência das redes digitais e dos fluxos telemáticos em nossas subjetividades e projeções, influenciando o que está dentro e fora de nós e colocando em perspectiva um futuro distópico de controle total do sistema pela naturalização da ilusão mekHanTrópica. Os ecos de resistência são então abafados e os sonhos transformados em estímulos elétricos.

Esses diálogos estabelecidos entre meus sonhos, a criação artística autoral, o universo de MekHanTropia, o pensamento científico, as tecnologias disponíveis ao meu alcance, o contexto de pandemia e as parcerias colaborativas estabelecidas, expandem a experiência onírica original a novas dimensões conceituais que ecoam a partir de inconscientes que se cruzam, materializando artisticamente tais fenômenos. A cada novo encontro também se transmutam percepções, ressignificam-se memórias e provoca-se a imaginação de quem entra em contato com a obra. Encontros poéticos e filosóficos pós-humanos entre a “Realidade Validada” (pelas percepções, emoções e ideias de diferentes indivíduos), a “Realidade Vegetal”, transcendente, ancestral (dos sonhos, rituais e inconscientes conectados) e a “Realidade Virtual” que possibilitou (e possibilita) encontros sonoros e visuais transmutacionais entre humano x máquina pelos “0” / “1” das redes.

Há uma narrativa paralela no EP: Junto com as letras das músicas há um miniconto MekHanTrópico dividido em seis partes. Um sonho dentro do sonho.

“Você é um sonhador? Estamos em extinção. Ou somente adormecidos. Não se ensina mais a sonhar. Por medo ou por preguiça, deixamos de sonhar.” (Fredé CF)
Ouça em estéreo. 

Ouça e baixe agora o EP em: https://fredefoak.bandcamp.com/album/ecos-on-ricos-ep 


Créditos e Ficha Técnica:

Lançado em 13 de julho de 2021.

Letras, músicas, voz, violões, baixo, percussão, sintetizadores, samplers e vocais (D.I.Y.): Fredé CF.

“Ecos Oníricos” é parte integrante do universo transmídia poético-onírico ficcional autoral intitulado “MekHanTropia” (em processo de expansão), a obra integra a pesquisa de doutorado (em andamento) do autor em Arte e Cultura Visual (UFG). O EP foi todo composto, gravado, mixado, finalizado e produzido pelo smartphone em casa por Fredé CF em Goiânia – Goiás - Brasil, durante a pandemia de COVID-19 (2021).
Participações Especiais:

- Rafael Simon: Guitarra, samplers, bateria e percussão na faixa “Ecos Oníricos”;
- Edgar Franco (a.k.a. Ciberpajé): Berimbau de boca na faixa “Agora”;
- Gustavo Ponciano: Guitarra na faixa “Salamanca Blues”.

Para ir além e aprofundar:

Site: mealuganao.blogspot.com

e-mail: fredcfelipe@gmail.com

YouTube: www.youtube.com/user/fredcfelipe/videos

Instagram/Twitter/Facebook: @fredcfelipe

F.Oak Produções 2021.

Todos os direitos reservados.

quarta-feira, maio 26, 2021

(Indicação ao Prêmio Dynamite) Última semana de votação



Olá pessoal, meu álbum “MekHanTropia” foi indicado na categoria MPB do prêmio Dynamite e a votação se encerra no fim dessa semana.
Peço que, quem puder, tire um tempinho para votar. 
É bem rápido, não custa nada e fortalece demais a produção independente.

Só acessar: www.dynamite.com.br/premio (link direto para acesso o formulário de votação: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdA-uaLP3y5ZrP3NfJjFOsFKdmVPfQg46CZDAs-VtIo19ganw/viewform )

Valeu demais pela força!
Saudações!
Fredé CF


#mekhantropia #premiodynamite2021 #dynamite #museudoisolamento #mpb #rock #revistadynamite #musicabrasileira

quinta-feira, maio 20, 2021

[EP - Lançamento] "É esse mesmo o mundo que queremos?" - Fredé CF

Clique aqui para ouvir e/ou baixar o EP: https://fredefoak.bandcamp.com/album/esse-mesmo-o-mundo-que-queremos-ep

Olá pessoal, lancei no BandCamp um EP todo captado, gravado e mixado pelo celular aqui em casa (sou um dos ditos “idiotas” pelo genocida) durante a pandemia que nos assola. 

O EP conta com quatro músicas que não foram lançadas oficialmente nos álbuns experimentais anteriores, sendo duas delas já presentes em vídeos e duas inéditas que estavam guardadas e que ficaram de fora do álbum MekHanTropia. 

Enfim, sigo tentando transformar minhas angústias, raivas, medos, sombras, ansiedades e tristezas (agravadas por esses tempos trevosos de merda) em arte. Tem me ajudado muito a colocar pra fora e transformar um pouco das coisas tóxicas que engolimos diariamente nessa era neofascista escrota que estamos aqui no Brasil. Tocar, compor, escrever, gravar, desenhar, fotografar, filmar, tem me ajudado muito a olhar pra mim mesmo e repensar aspectos da existência. Acho que tem sido uma coisa boa em meio a tanta coisa ruim acontecendo.

Me digam aí, se rolar, suas impressões sobre as músicas. Ajuda muito no processo de reflexão e ressignificação. Segue o link para ouvir e baixar o EP: 

https://fredefoak.bandcamp.com/album/esse-mesmo-o-mundo-que-queremos-ep

Saudações! 

Desejo muita saúde pra todas e todos! 




terça-feira, maio 18, 2021

(CONTOS MekHanTrópicos) “O Cão Breu Latino" - de Fredé CF

Valdez ficou por muito tempo completamente imóvel, como uma sinapse gráfica virtual esquecida, porém eternizada por mobgrafias e vídeos surreais. Imortal, porém sem a liberdade de deixar de ser. Imoral, ele não tinha esse poder. Essa foi sua maldição por eras. A maldição de não poder escolher. De não poder ser. De sempre ter que ter pra viver. E provavelmente deve ainda ser assim, por todo o sempre, em suas partes divididas. Suas partes maquínicas e fluidas. Suas partes virtuais, holográficas, atópicas, atemporais, ciberespaciais. Suas partes expostas sempre que alguém revive aqueles mesmos momentos decisivos congelados, comprados e estocados em algum lugar do mekhantrospaço psychotronico neural convolucional. Preso em sua alma mekHanTrópica, sem poder estabelecer novas conexões consigo mesmo, além de seus limites ali encriptados naqueles tempos e espaços restritos, voltando sempre ao início a cada play dado, como Sísifo empurrando a pedra até o cume e caindo. As únicas conexões externas possíveis à essas partes dele é no imaginário de outros, fora dele. Mais estranho que uma ficção que não possa ser teleologicamente narrada, Valdez está documentado clandestinamente para atuar no chip imaginário daqueles que não se comparam. Como um neurônio arcade-visionário que acende os bits em sua individualidade visando o pane exterior neural das redes telemáticas, projetado na aleatoriedade imprevisível da xepa da existência orgânica, resiste. Resiste a tal ponto de reexistir se esquecendo da lógica conjunta inexorável a sua intrínseca cooptação mekHanTrópica. Uma espécie de carcinoma anti-egóico que espalha em si mesmo involuntariamente e produz o próprio declínio de forma inconsciente ou até consciente demais pra pensar a respeito e se enxergar. Geralmente isso acontece quando sonha com animais. Cego demais pra ver que o inferno que teme habita nele mesmo, Valdez vacila na simples compreensão de estar conectado intrínseca e sistematicamente a tudo que lhe é exterior e, principalmente, pelo o que é interior. O mesmo macrocosmo externo existe internamente, isso ele não pode perceber. Como eu, que narro essa história, estou de fora mas pertenço a Valdez e ele a mim. E dentro e fora de mim há coisas que ele nunca terá acesso (mesmo se me acessasse). Assim como Valdez interiormente é parte de mim, eu dele e nós do cosmos e do que houver além. Diversos organismos que compõem um ser maior universal e que, além dele, existem outros seres com seus próprios mecanismos e organismos, de fora do seu universo, de fora do que há de fora do seu universo e assim sucessivamente. De certa forma omitiu (ou não se atentou) ao mesmo movimento no sentido interior dos organismos, talvez como forma de poder ou por pura distração. Como certa vez ouviu que “o ovo pode ser só um meio entre duas galinhas”, ou não. Talvez não seja uma galinha que virá. Valdez entrou em choque com uma coisa tão óbvia: somos um ser maior universal. Um meio e não um fim para outros organismos que dependem de nosso movimento para viver. Uma dança de mão múltipla orquestrada pela vida. Mesmo com apenas 6,66% de carbono ainda em seu corpo, ele leva a vida e cada vida dessas vidas que leva e leva também outras vidas, de maneira infinita, vivendo sua própria vida. O que se vê como desordem, é transição, é movimento. Nem a morte pode parar o movimento. Valdez, inconformado com tal revelação que lhe ocorreu, deixou escapar uma lágrima de nostalgia, ao lembrar da lição de esperança que seu pai Ernesto Ortega lhe disse um dia em sua infância semi-analógica, antes dos fluxos, de que "juntos ascendemos, separados caímos". A partir de então, agora ou nunca, parte das sinapses de Valdez se auto-reconhecem pixels e se tornam, de forma assíncrona, luz. Ascende. Transcende. E enfim vive invisível em meio a sombra. Viveu até que morreu, ou algo assim. Foi de fato apagado parcialmente do sistema de MekHanTropia, pois estava provocando desordens oníricas em demasia tanto nele quanto em toda rede macro e micro cósmica que o envolve e completa. Mas existe uma lenda que parte da parte orgânica dele ainda vive de forma magicka, transcendental. 3,33% de loucura infantil criativa elucidativa. A dívida que prevaleceu. Ação e reação. Se transmutou antes do fim da estrada em sonho, ao ver o efeito antes da causa, virou meio em meio a tanto fim. Se tornou lenda. Se tornou nada. MekHantropomorfização em Cão Breu. Visceral, brutal, com seus olhos flamejantes surge ocasionalmente renegado como falha do sistema pelo próprio sistema que falha em querer não falhar. Porém, de fato, é um índice fantástico, fantasmático, fantasmagórico, sobrenatural, que aponta as falhas do sistema apagando a luz que brilha em seu campo visual. Forçando uma viagem intrapessoal de olhar e integrar as sombras individuais e sociais. Por isso é tão perigoso. Por isso é tão importante. Por isso é tão visto como um mal. Por ser ainda, de alguma forma, animal! (Diários de Quarentena)

(VÍDEO) "Ecos Oníricos" - Fredé CF


“Ecos Oníricos” – Fredé CF

Link: https://www.youtube.com/watch?v=6OR9eB7yTck&t=9s

Intro: (A A7 C7) A A7 G D A

A

Às vezes

A7

Calado e cansado

C7

Enclausurado

F

Sem saber ao certo

                        A A7 C7

Quando a noite vem.

A

Às vezes

A7

Gritando em silêncio

C7                   F          A A7 C7

Preocupado sem ir além

F                                             E

Em busca de paz em meu peito

F

Afogado em lembranças

Em                                          A A7 C7

De um passado que nunca vem.

A

Às vezes

A7

Disposto e cercado

C7

Acalentado

F                                 A A7 C7

Abraços e afagos, meu bem.

A

Às vezes

A7

Respiro e gargalho

C7

Aliviado

F                                 A A7 C7

A vida enfim me faz bem.

F                                 E

Acordo pensando de fato

F

No que de abstrato

E                     A A7 C7

Calado sonhei.

(A A7 C7) A A7 G D A

A         A7

Esboço ideias dispersas

C7                   E                      A

Conectadas pelo que um dia amei.

(A A7 C7)


sábado, maio 08, 2021

Em essência, convolucional




Acordei 

Só mais um 

Diferente de todos

Mas um!

Mais uma existência 

Não mais importante 

Não mais angustiante

Mas uma!

Uma existência que se distingue das demais

Assim como todas

Assim como a sua

Assim como a deles

Neurais

Existências dançantes 

Transitórias nos palcos da vida

Delirantes

Só mais uma

Mas uma!

Embebidas de potências

Diversas em essência 

Dispersas pela peste 

Alienadas pelo sistema 

Que insiste em nos dizer o que é certo

E o que é normal

Que insiste em fomentar nossas distâncias 

Que insiste em padronizar nossos desejos 

Que insiste em aniquilar nossos sonhos 

(E romances)

Que insiste em desprezar nossas mortes

Como se fosse mais uma

Mas uma! Mas várias!

Como se fosse uma “gripezinha”

Que insiste em informar o que é “real”

Verdades absolutas 

Significados limitantes.

Mas ainda vivo

Assim creio

Por sorte 

E amor a vida 

Talvez mais sorte

Mas também amor

que vive

Mesmo na entropia

Na hiper-informação 

Vive tanto que permanece 

mesmo depois que alguém morre 

Vive até em quem não ama ninguém

Pois todo mundo é

Em certa medida

Amor de alguém

Perdido 

Nos desencontros da vida 

hiper-real.



Um país sujo de sangue



Uma bandeira que sempre foi vermelha-sangue.

Na faixa genocida empossada pelos jornais.

Dedos com sangue nas urnas e no WhatsApp.

Sangue que jorra desde a invasão do país

Na escravidão, nas ditaduras e nos dias atuais.

Uma terra coagulada de sangue 

derramado, 

Vermelho, preto, pardo, 

Revolucionário,

Encarnado,

E sempre negado em verde e amarelo por boçais 

que promovem massacres descomunais.

Sangue das florestas, rios, barragens e canaviais.

Favelas, campos, presidios e das minas gerais.

Do cerrado, da caatinga, dos pampas, pântanos e dos currais.

Sangue e lama mancham mãos brancas e macias em mansões neofascistas e igrejas neopentecostais.

Com os crivos de Brasília e os cravos das chuteiras federais.

Do agro-pop só restam tóxicos que não aparecem em comerciais. 

Bancos e empresas milionárias aplaudem a morte em jantares presidenciais.

A máfia horrenda que articula a sorte cotidiana de trabalhadores urbanos e rurais.

A milícia suja que nega a vacina e promove chacina que sangra e mata a esperança cada vez mais. 

 



segunda-feira, março 29, 2021

“Eu hoje chorei minha morte”

 

Eu hoje chorei minha morte
Um instante de tristeza 
Em meio à nostalgia, sem norte
Das desventuras e alegrias que tive prazer em viver.

Eu hoje chorei minha morte
Cego com tanta clareza
Em luto me tranquei num forte
Que um dia imaginei absolutamente conhecer.

Eu hoje chorei minha morte
Senti o agora com destreza
Me vi vivo sem suporte 
Em paz pra enfim não Ser.

Eu hoje chorei minha morte
Deixei ir os sonhos com beleza
Já não morri ainda por sorte
Apegos me impedem de ver.

Eu hoje chorei minha morte.
Nunca Ser certeza.
Estar a fluir na correnteza
A não Ser
Na morte do querer.

Transcender.

Fredé CF (28/03/2021)

Howling at the Wolf Moon 🐺🤘🏽
#luacheia🌕 #skylovers #fullmoon #werewolf #moonlight #banhodelua #moonlightlovers #underthemoonlight #iphonesephoto #noite #domingo #lua #transmutação #skyface #chacra #thirdeyemoon✨ #goodnight

Sociedade da Transparência



“Sociedade da Transparência” 
(viagens de um sábado à tarde) 
Traços narrativos oníricosequenciais do inconsciente. 
#desenholivre #deepdream #experimentações #abstract #art #surrealism #humanomáquina #mekhantropia





 

 

[VÍDEO] “Genocida” - Fredé CF


Título: “Genocida”
Música e vídeo: Fredé CF
Brasil 2021
#ForaBolsonaro

terça-feira, março 23, 2021

[VÍDEO] “O efeito antes da causa (The X-Files Theme)” - Fredé CF




The Black Dog walks at night.

“Uma galinha é apenas um meio para o ovo fazer outro ovo.” (Samuel Butler)

“Quando o planeta ingressou num ambiente criado pelo homem, a natureza deixou de existir.” (Marshall McLuhan)

Videoclipe onírico-filosófico.
Cinegrafia: Leticia Guelfi
Música, desenho e edição: Fredé CF
F.Oak 2021

www.mealuganao.blogspot.com
#mekhantropia
🐺🔥👽




De volta pra si




Por onde esteve?

Todo esse tempo passou...

Sem nunca olhar pra dentro

Um abismo se instalou.


Por onde andou?

Tão distante de si...

Pro que se foi não há remédio 

Será que a vida ainda sorri?


O sangue gelou

Cedeu à noite 

Os joelhos ainda tremem

O tempo escorre em um mundo cada vez mais frio e doente.


Ainda há saídas?

Há alguém aí pra sentir?

Silenciosamente de dentro ressurge 

A dor indica o caminho 

pro cão emergir.


Um cavalo à espreita

Ajuda a superar

Serpentes e insetos

Envenenam onde irá pisar.


Das trevas sempre vem a luz

No escuro, a força pelo raio anuncia 

Daqui pro futuro, no presente

Um novo fim se encaminha.


Pela morte do passado

De volta pra si

Se pode, enfim 

deixar a vida fluir 

Uivando da alma à lua

O agora,

nada mais

Nunca mais.


(Fredé CF - 02/03/2021)