(Re)Existência contra o PsicoBinarismo mekHanTrópico. https://fredecf.bandcamp.com/ https://www.youtube.com/@fredecf/videos
Me Aluga Não!
- Dr. Fredé CF (a.k.a. Frederico Carvalho Felipe - PhD in Art & Visual Culture - UFG/Brazil)
- Goiânia, Goiás, Brazil
- um entretenimento barato. Agite antes de usar. Não jogue fora em vias públicas. Mantenha a cidade limpa. Desculpe pelo transtorno. Os benefícios ficam.
quarta-feira, maio 26, 2021
(Indicação ao Prêmio Dynamite) Última semana de votação
quinta-feira, maio 20, 2021
[EP - Lançamento] "É esse mesmo o mundo que queremos?" - Fredé CF
Olá pessoal, lancei no BandCamp um EP todo captado, gravado e mixado pelo celular aqui em casa (sou um dos ditos “idiotas” pelo genocida) durante a pandemia que nos assola.
O EP conta com quatro músicas que não foram lançadas oficialmente nos álbuns experimentais anteriores, sendo duas delas já presentes em vídeos e duas inéditas que estavam guardadas e que ficaram de fora do álbum MekHanTropia.
Enfim, sigo tentando transformar minhas angústias, raivas, medos, sombras, ansiedades e tristezas (agravadas por esses tempos trevosos de merda) em arte. Tem me ajudado muito a colocar pra fora e transformar um pouco das coisas tóxicas que engolimos diariamente nessa era neofascista escrota que estamos aqui no Brasil. Tocar, compor, escrever, gravar, desenhar, fotografar, filmar, tem me ajudado muito a olhar pra mim mesmo e repensar aspectos da existência. Acho que tem sido uma coisa boa em meio a tanta coisa ruim acontecendo.
Me digam aí, se rolar, suas impressões sobre as músicas. Ajuda muito no processo de reflexão e ressignificação. Segue o link para ouvir e baixar o EP:
https://fredefoak.bandcamp.com/album/esse-mesmo-o-mundo-que-queremos-ep
Saudações!
Desejo muita saúde pra todas e todos!
terça-feira, maio 18, 2021
(CONTOS MekHanTrópicos) “O Cão Breu Latino" - de Fredé CF
(VÍDEO) "Ecos Oníricos" - Fredé CF
“Ecos Oníricos” – Fredé CF
Link: https://www.youtube.com/watch?v=6OR9eB7yTck&t=9s
Intro: (A A7 C7) A A7 G D
A
A
Às vezes
A7
Calado e cansado
C7
Enclausurado
F
Sem saber ao certo
A A7
C7
Quando a noite vem.
A
Às vezes
A7
Gritando em silêncio
C7 F A A7 C7
Preocupado sem ir além
F E
Em busca de paz em meu
peito
F
Afogado em lembranças
Em A
A7 C7
De um passado que nunca
vem.
A
Às vezes
A7
Disposto e cercado
C7
Acalentado
F A
A7 C7
Abraços e afagos, meu bem.
A
Às vezes
A7
Respiro e gargalho
C7
Aliviado
F A
A7 C7
A vida enfim me faz bem.
F E
Acordo pensando de fato
F
No que de abstrato
E A
A7 C7
Calado sonhei.
(A A7 C7) A A7 G D A
A A7
Esboço ideias dispersas
C7 E A
Conectadas pelo que um dia
amei.
(A A7 C7)
sábado, maio 08, 2021
Em essência, convolucional
Acordei
Só mais um
Diferente de todos
Mas um!
Mais uma existência
Não mais importante
Não mais angustiante
Mas uma!
Uma existência que se distingue das demais
Assim como todas
Assim como a sua
Assim como a deles
Neurais
Existências dançantes
Transitórias nos palcos da vida
Delirantes
Só mais uma
Mas uma!
Embebidas de potências
Diversas em essência
Dispersas pela peste
Alienadas pelo sistema
Que insiste em nos dizer o que é certo
E o que é normal
Que insiste em fomentar nossas distâncias
Que insiste em padronizar nossos desejos
Que insiste em aniquilar nossos sonhos
(E romances)
Que insiste em desprezar nossas mortes
Como se fosse mais uma
Mas uma! Mas várias!
Como se fosse uma “gripezinha”
Que insiste em informar o que é “real”
Verdades absolutas
Significados limitantes.
Mas ainda vivo
Assim creio
Por sorte
E amor a vida
Talvez mais sorte
Mas também amor
que vive
Mesmo na entropia
Na hiper-informação
Vive tanto que permanece
mesmo depois que alguém morre
Vive até em quem não ama ninguém
Pois todo mundo é
Em certa medida
Amor de alguém
Perdido
Nos desencontros da vida
hiper-real.
Um país sujo de sangue
Uma bandeira que sempre foi vermelha-sangue.
Na faixa genocida empossada pelos jornais.
Dedos com sangue nas urnas e no WhatsApp.
Sangue que jorra desde a invasão do país
Na escravidão, nas ditaduras e nos dias atuais.
Uma terra coagulada de sangue
derramado,
Vermelho, preto, pardo,
Revolucionário,
Encarnado,
E sempre negado em verde e amarelo por boçais
que promovem massacres descomunais.
Sangue das florestas, rios, barragens e canaviais.
Favelas, campos, presidios e das minas gerais.
Do cerrado, da caatinga, dos pampas, pântanos e dos currais.
Sangue e lama mancham mãos brancas e macias em mansões neofascistas e igrejas neopentecostais.
Com os crivos de Brasília e os cravos das chuteiras federais.
Do agro-pop só restam tóxicos que não aparecem em comerciais.
Bancos e empresas milionárias aplaudem a morte em jantares presidenciais.
A máfia horrenda que articula a sorte cotidiana de trabalhadores urbanos e rurais.
A milícia suja que nega a vacina e promove chacina que sangra e mata a esperança cada vez mais.
segunda-feira, março 29, 2021
“Eu hoje chorei minha morte”
Sociedade da Transparência
terça-feira, março 23, 2021
[VÍDEO] “O efeito antes da causa (The X-Files Theme)” - Fredé CF
“Quando o planeta ingressou num ambiente criado pelo homem, a natureza deixou de existir.” (Marshall McLuhan)
Cinegrafia: Leticia Guelfi
Música, desenho e edição: Fredé CF
F.Oak 2021
www.mealuganao.blogspot.com
#mekhantropia
🐺🔥👽
De volta pra si
Por onde esteve?
Todo esse tempo passou...
Sem nunca olhar pra dentro
Um abismo se instalou.
Por onde andou?
Tão distante de si...
Pro que se foi não há remédio
Será que a vida ainda sorri?
O sangue gelou
Cedeu à noite
Os joelhos ainda tremem
O tempo escorre em um mundo cada vez mais frio e doente.
Ainda há saídas?
Há alguém aí pra sentir?
Silenciosamente de dentro ressurge
A dor indica o caminho
pro cão emergir.
Um cavalo à espreita
Ajuda a superar
Serpentes e insetos
Envenenam onde irá pisar.
Das trevas sempre vem a luz
No escuro, a força pelo raio anuncia
Daqui pro futuro, no presente
Um novo fim se encaminha.
Pela morte do passado
De volta pra si
Se pode, enfim
deixar a vida fluir
Uivando da alma à lua
O agora,
nada mais
Nunca mais.
(Fredé CF - 02/03/2021)
segunda-feira, fevereiro 08, 2021
[IMPRESSÕES] Depoimentos e reflexões sobre o curta “Carta a Valdez” de Fredé CF
quarta-feira, fevereiro 03, 2021
Penas de Morte
segunda-feira, janeiro 25, 2021
[ANÁLISE] “Um canto dissonante que nos conecta mesmo estando tão distante” - por Raquel Alves (Comunicadora)
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| Pôster do álbum MekHanTropia. Arte de Edgar Franco, o Ciberpajé (CLIQUE AQUI PARA OUVIR A VERSÃO DIGITAL DO ÁLBUM) |
É com muito prazer que apresento
minha análise sobre o álbum “MekHanTropia” e também as faixas, uma a uma. A análise me ajudou bastante a desenvolver meu próprio processo
criativo (lembrei das aulas de fotografia que tive com o Fredé CF na faculdade).
Tenho escutado bastante e confesso estar viciada na faixa 09. Música tem esse
poder, né?! De descrever nossos sentimentos por meio dos mais poéticos versos.
Me identifiquei bastante. Segue abaixo a minha análise do álbum e das faixas
mediante minha compreensão e entendimento.

O álbum "MekHanTropia" foi lançado pelo selo TBonTB.
Adquira a sua cópia física em CD em: https://www.twobeers.com.br/
(clique na imagem)
ANÁLISE DO ALBÚM: De volta a 2020, quando o mundo parou para nos apresentar um novo
modo de viver, provocado pela pandemia causada pelo vírus COVID-19, eis que
entre isolamentos, lockdowns, máscaras e mortes, Fredé CF veio nos
proporcionar com sua obra MEKHANTROPIA, um momento de respiro. O álbum que
mistura psicodelia, rock, arte e uma altíssima dose de sensibilidade vem ser a
nossa voz nesse momento tão singular em nossas vidas. Fredé soube muito bem
cantar em versos nossas emoções e a forma como temos que lidar com a situação
caótica causada pela pandemia. Nossa inércia mediante o sistema, nossas
súplicas por dias melhores. MekHanTropia é uma deliciosa viagem musical que nos
traz um olhar para dentro de nós mesmos. Um verdadeiro antídoto para nossos
ouvidos. Super recomendo!
FAIXA 1- A faixa 1 que dá nome ao álbum nos apresenta em seus acordes batidas de um coração ritmado, onde se houve sons com solo de violão entoando vozes ao fundo que se confundem com sonhos perturbadores, desesperados, sufocantes, traduzindo em belos versos o real significado da palavra MEKHANTROPIA.
FAIXA 2- Com o início melancólico e que ao mesmo tempo nos remete a uma
obra de ficção, a faixa o MESSIAS DE ROSEMARY é uma opinião explícita ao
nosso sistema. A risada debochada ao fundo retrata a situação de descaso do
governo com seu povo mediante o momento e a cegueira de muitos, que acreditam
em propostas e discursos mirabolantes, vaidosos e equivocados.
FAIXA 3- Sabe aquela música gostosa de se ouvir com barulho de
trovoadas? Não anunciando um tempo nublado, obscuro, mas, para nós, soa como
alerta de o quanto estamos estagnados em meio ao mundo virtual e o quanto
perdemos tempo com isso, esquecendo um pouco de viver a realidade e dar ela um
novo sentido. Assim é KNOW YOUR SHADOW, a terceira faixa deste álbum. Nesta
música a voz marcante e sensível de Fredé, juntamente com uma combinação
perfeita dos instrumentos, nos apresenta um resultado sonoro fantástico.
FAIXA 4- O ritmo do maracatu dá sentido a algo tão atual.
Somos colocados frente a frente com a realidade e a compulsão pelas redes
sociais, onde não temos mais tempo para olhar para nós mesmos. Não temos
tempo para olhar para o outro, apenas ficamos imersos nessa vida cibernética, e
assim passam-se os dias, os meses, os anos e que talvez POR MEDO OU POR
PREGUIÇA, e, por que não dizer, por pura vaidade em busca de likes e curtidas,
deixamos de sonhar.
FAIXA 5- Melancólica, leve e tão perto de nós. A faixa 05 (SOBRE O MEDO)
é uma resposta aos nossos medos, anseios e angústias provocados por situações
cotidianas e a necessidade de se libertar do sistema e da
mesmice.
FAIXA 6- Com participação do artista transmídia Edgar Franco (Ciberpajé),
a faixa 06 deste álbum nos traz diversas perguntas à espera de nossas
respostas. A SOMBRA nos indaga sobre as respostas para nossas angústias, medos
e frustrações. Ao mesmo tempo que indaga, nos responde: "O poder de um
coração impetuoso e solidário faz até as pedras flutuarem, as noites
iluminarem-se, todas as doenças findarem-se, os venenos dissiparam-se e as
dores extinguirem-se" (Ciberpajé). Quer resposta melhor do que essa?
Poesia pura em contestação com nossos sentimentos. Um show de sensibilidade!!!
FAIXA 7- TENTANDO EXPLICAR O ÓBVIO aparece como uma crítica ao sistema e sua forma desordenada de banalizar a vida.
FAIXA 8- AO AMANHECER é uma música de esperança. Dias melhores sempre
virão. A possibilidade de novas oportunidades onde todos os seres podem
através do seu cotidiano apreciar e acreditar nas surpresas de um novo dia.
FAIXA 9- Ahh, essa música! Minha faixa preferida do álbum, OM SHANTI
BLUES nos apresenta uma outra combinação instrumental maravilhosa de instrumentos mágicos, violão e
vozes onde, de forma poética, Fredé traduziu tão bem os nossos instintos e sensações
mais profundas. Destaque para a última estrofe: "Direciono esse canto
dissonante / Ao que conecto mesmo estando tão distante / A quem converso de
momentos variantes / Extasiantes. Delirantes. Alucinantes". O verso que mais gosto do álbum. Um raio
certeiro na manifestação de nossos sentimentos!
FAIXA 10- A faixa 10 de nome NA ENCRUZILHADA, vem de encontro com as
decisões que a vida nos apresenta. O poder de escolha sempre nos implica uma
perda. De que forma lidamos com essas escolhas? Na verdade, vivemos
constantemente nessa encruzilhada de caminhos, certos ou incertos e esse
movimento é incessante, diário e necessário para deixar fluir a forma como
vamos lidar com essas escolhas.
Eu e meu esposo amamos o álbum que ainda conta com músicas ocultas após a última faixa. Uma bela surpresa! Uma mistura de psicodelia, poesia e arte com uma grande dose de sensibilidade. Pude perceber em toda a obra influências de Belchior, Geraldo Vandré e Titãs. Um trabalho fantástico! Mais uma vez, parabéns!! Poesia pura!
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| Texto e análise de Raquel Alves - Comunicadora |
segunda-feira, novembro 23, 2020
[RESENHA] Impressões sobre o álbum MekHanTropia de Fredé CF (por Larissa Dias)
Parabéns, e que venham mais projetos assim, que ajudem a sociedade a pensar sobre si mesma e sobre o seu papel ao passar por esse mundo."
Para ouvir o álbum gratuitamente pela internet, acesse: https://fredefoak.bandcamp.com/album/mekhantropia
Adquira agora o seu CD com pôster, máscara e adesivo exclusivo pela loja virtual do selo Two Beers or not Two Beers (https://www.twobeers.com.br/pd-7b9df7-frede-cf-mekhantropia-2020.html?ct=&p=1&s=7).
Confira abaixo também (ou pelo link: https://mealuganao.blogspot.com/2020/09/leia-opinioes-de-artistas-educadores-e.html?m=1) outros incríveis comentários e impressões de pessoas de diversas áreas que entraram em contato virtualmente (https://fredefoak.bandcamp.com/album/mekhantropia) com o álbum MekHanTropia e trouxeram relatos sobre a experiência:
- “Imersos na tormenta de 2020, sentimos um peso nas costas ainda maior por vivermos no Brasil. Atônitos, não sabemos qual crise é a mais devastadora: sanitária, política ou de Fake News. É no desconforto deste caos que as suas músicas aparecem como um bálsamo, um ativo xamânico, que joga luz artística sobre a realidade lúgubre, a dança das caveiras à qual assistimos. A tristeza, a melancolia, o rancor, a frustração, a raiva; em última instância, a desumanização de nossos dias pode ser suavizada pela arte. Nisso reside o princípio libertador e também libertário deste disco. No percurso narrativo proposto vislumbramos uma possível saída, uma esperança lúcida, sóbria. A revolução que nos espera de dentro pra fora, transmutação, elevação da consciência, sem perder de vista a sombra que habita todos nós, demasiado humanos. Escuta incontornável para digerir estes tempos. Só elogios para o projeto! Parabéns a todos os envolvidos. Recomendo fortemente.” (Leticia Guelfi historiadora/professora)
- “Parabéns pelo belo trabalho!!! Fantástico!! Catarse!” (Rosa Berardo - professora/artista/cineasta/fotógrafa/pesquisadora)
- “Grande honra participar desse álbum incrível colaborando com a arte de capa, projeto gráfico e também em algumas canções! O conceito e a poesia envolvidos nas músicas do trovador transumano Fredé CF, com seu violão atômico e sua verve iconoclasta, são de grande impacto e dialogam profundamente com o colapso em que vivemos. Poesia de grande força para esse momento trágico e reflexivo!” (Edgar “Ciberpajé” Franco - artista multimídia/professor/pesquisador)
- “Fredé Carvalho entra de forma profunda no contexto atual, a conjuntura, a necropolítica, na exacerbação da ignorância, em tudo que é pseudo. Não é fácil acompanhar suas verdades dolorosas. O álbum é real. Desprovida de qualquer ilusão ou ambição. Arte pela arte, pela expressão daquilo que você já não segura mais. A revolta contra o que nos enfiamos. Contra a caretice, a falta de empatia, o mundo moderno, o capitalismo tosco, o governo de merda que conjuga tudo isso. As canções são despidas, transparentes. Não há espaço para a hipocrisia. É paulada envolta em um som cru e experimental. Acho incrível que ele tenha feito isso. Teve que aprender muita coisa para construir essa gravação. Movido pela indignação com a realidade atual do mundo e do país, Fredé mete o dedo na ferida. O dedo inteiro, com as unhas compridas, sujas, para infeccionar mesmo. Para apodrecer esse corpo moribundo e causar renovação. Buscando um novo ciclo, sempre. É algo romântico. Algo que precisamos todos, esperança em tempos vindouros. No século 21, padecemos disso. Mas o Fredé tá lá! Mantendo a cabeça erguida pra fora da latrina em que vivemos, engolindo merda como na descrição do inferno de Dante. Poucos tiveram sua coragem para produzir arte de forma tão dura e crua contra o sistema em que estamos inseridos.” (Leandro Torreal - funcionário público/músico)
- “Ficou fera demais! A melodia, os efeitos tridimensionais da esteorofonia, as vozes, a medonha arte... tudo!” (Cláudio Dutra - artista visual/pesquisador)
- “Trabalho visceral, complexo e ao mesmo tempo direto, na cara. Uma análise fria e realista desses tempos sombrios, tanto politicamente quanto eticamente: da hipocrisia da "gripezinha" a tal banalização da vida humana. Um soco na cara dessa sociedade cada vez mais dependente de likes cibernéticos, mas que esquece até mesmo de seus entes queridos. Um complexo de relações e referências musicais, cinematográficas, literárias. E em meio a todo esse caos artístico, uma mensagem mais que necessária: só a arte para nos salvar desse mundo perverso! Parabéns por essa obra tão intrigante e reflexiva, Fredé CF!" (Evandro Galo Galo – filósofo/professor/músico)
- "As faixas trazem sons que vão da leveza à profundidade do abismo, com palavras tão atuais, tão reflexivas, que é impossível ficar alheio ao que o mundo que vivemos hoje. Como sempre, a arte servindo de conexão com o real, com o nosso planeta interno e externo, com as reflexões necessárias e na dose certa. A capa traz uma mistura de sensações, o que o ser humano foi e onde pode chegar, num futuro nebuloso, obscuro, fruto do egocentrismo e da não-conexão com a natureza. O Messias de Rosemary: atualmente temos um Messias que (des)governa o Brasil, a própria representação do mal, do que há de pior na raça humana, que nos colocou num inferno sem fim. E foi parido por uma verdadeira Rosemary, igual a do filme do Polanski, que dá à luz uma criatura que ela nem tem noção do que seja, confiando apenas no que diz o marido, que vendeu a alma. E quantos brasileiros hoje não estão assim, acreditam no que os outros dizem, confiam fielmente em notícias falsas e ajudam a parir monstros. Em A Sombra, vemos o bater do coração, o tic tac do relógio e a pegada flamenca num mesmo compasso, mostrando que as sombras do nosso eu interior, das densas florestas que habitam em nós, são nós a serem desatados, o que nos levará à empatia da solidariedade, que fazem cegos verem, aleijados andarem, surdos ouvirem e mudos falarem, não como Jesus fazendo milagres, mas como o ser humano que segue seu curso rumo ao outro, ao altruísmo. Na faixa Om Shanti Blues, os questionamentos sobre vida, morte, existência, sangue, lembram a maiêutica socrática, a certeza de que não existem certezas. E, no final das contas, sempre é o amor que transforma e nos torna humanos, que mostra quem realmente somos.” (Adaor Oliveira - Filósofo/professor/pesquisador)
- “Áudio muito bem gravado e excelente nos fones. Crítica necessária ao ser humano. Poética como fator preponderante! Arte!” (Gazy Andraus - professor/ artista/pesquisador)
- “Isso que eu chamo de um SmartAlbum! Mandou ver, Fredé!” (Henrique Ramos músico/comunicador)
- “É muito massa o projeto, mano! Visceral, autêntico, desesperador e aliviante ao mesmo tempo.” (João Luiz “Panter” Fracon – sociólogo/funcionário público)
- “Daquele menino alegre e que zoava sempre o avô Afrânio quando ia a Paracatu, eu só podia esperar esse artista, quase doutor, que dia a dia nos surpreende cada vez mais. Não sou muito entendido nesse tipo de música, mas causou-me uma ótima impressão. Vá em frente! Abraço.” (Adriles Ulhoa Filho – escritor)
- “Arte de trincheira!” (Julio Van - professor/ artista/pesquisador)
- “Gostei bastante do trabalho! Diversas referências de música (Joy Division, Blixa Bargeld, etc) e cinema (Sganzerla, Polanski, Mojica, etc) pulsantes na obra! Há questões interessantes relacionadas à um tom soturno que me remete muito à uma certa desesperança frente à realidade que nos cerca. Narrativa de caos! Me agrada muito tudo isso e tem tudo a ver com o momento que vivemos no Brasil e no Mundo. Esse trabalho tem uma pegada industrial mesclada com folk rock. Me agradam muito os ruídos, samplers, falas de filmes, sons do mundo, etc. As canções são muito legais. Funcionam muito. Gosto muito da voz quando não está inteligível...Muito foda! Parabéns pelo trabalho! Gosto muito dos momentos quando a música está indo pra um lado e de repente quebra tudo, no sentido de você esperar uma coisa e aí vem um som ou uma pausa e a música vai pra outro lado. Isso ficou muito legal!!! Curtindo muito o trabalho! Massa demais! Me deixei levar pela sinceridade...entro na onda...sou do submundo...e você também é! Grande obra. Você é PHODA! Admiro!” (Marcelo Faria - Cineasta/professor)
- “A experiência com os fones de ouvido muda tudo... muitas vozes, muitos sons e as palavras malditas e bem ditas. Arrasou, Fred! Você fotografou em imagens sonoras esses tempos sombrios.” (Cida Mendes - artista/atriz)
- “Eu tenho sorte pra caralho! Este álbum foda aqui é parte do trabalho de doutoramento do meu professor de fotografia na Facul, o Fredé CF. Tudo feito em sua casa e apenas com seu aparelho de telefone como máquina de captação, edição e armazenamento. Ouçam! Deliciem-se!” (Mauricio De Lavenère Bastos - Músico/comunicador)
- “Que demais!! Que mais que demais!!! Acabei de conferir o álbum. Que honra ter a oportunidade de ouvir tudo isso. Que trabalho lindo e peculiar. Parabéns a equipe!” (Carla Fernandes - Arquiteta)
- “Extraordinária visão do cotidiano, um tapa na cara dos dormentes, dos dementes, dos que realmente empurram com a barriga. Parabéns pela iniciativa, por manter a arte viva enquanto a morte grita lá fora, jamais poderemos deixar essa chama se findar, esse fogo fátuo, essa centelha primordial irá ecoar, viva, pulsante, transformadora.” (Wellington R. Cavalcanti - Comunicador)
- “Necessário degustar muito! Nota 1000! Aprecie sem moderação!” (Manoel Carlos Pires - músico)
- “Escutei um eco de entropia ali no seu conceito também. Talvez seja um caminho pra pensar a máquina também como programa, a partir de Flusser, já que ele também convoca essa noção, dizendo que um aparelho opera contra a tendência universal à entropia.” (Marcelo Ribeiro - professor/pesquisador)
- "Parabéns, Frederico. Vi sua mãe barriguda de você na faculdade. Muito ruído era provocado naquele tempo... Agora vejo essa obra sua .. é a continuidade tão necessária da vida." (Antônio Teles - médico/educador)
- “Difícil ficar indiferente a esta coleção de sons e sentimentos; o talentoso Fredé (que eu teimo em chamar de Felipe) mostra que nossas concepções estéticas precisam de um ‘upgrade’. É irônico usar a tecnologia para criticá-la. Um álbum feito utilizando um celular como gravador e com os sons captados pelo fone de ouvido do dispositivo, demonstra como o que nos limita e fascina por intermédio de seus infinitos devices pode ser transmutado em concepção libertadora: saída da Matrix MekHanTrópica detectada pelo artista transmídia Fredé CF. Cada verso das músicas contidas neste álbum nos remetem a reflexões profundas, espelhando as vivências do ‘novo normal’ experienciadas por todos durante o Brave New World da Covid 19: “Não dar ao medo o poder. Ele é só um mensageiro” (Na Encruzilhada). Dialoga com a concepção de Pai, Filho e Espírito Santo com a triangulação esquematizada em sua obra: 1 – Trevas; 2 – Reconhecimento da Ignorância; 3 – Redenção. Um budismo pós-humano ao alcance de homens, máquinas e animais transmutados. A redenção humana, ou o seu tormento eterno, está diretamente ligada ao que faremos da nossa própria sombra. Fredé como um bardo medieval tripudia e ri de nossa desesperança, ao mesmo tempo que nos faz chorar...Reflexões interessantes... material para ser apreciado com calma.” (Luiz Jr - músico/professor/pesquisador)
- “Potente!” (Carla de Abreu - Professora/Artista/pesquisadora)
Bela resenha de Roberto Franco, estabelecendo relações entre o álbum e a atual conjuntura, intitulada "Não há outro caminho além da Resistência": https://mealuganao.blogspot.com/2020/09/resenha-mekhantropia-nao-ha-outro.html?m=1























