um entretenimento barato. Agite antes de usar.
Não jogue fora em vias públicas.
Mantenha a cidade limpa. Desculpe pelo transtorno. Os benefícios ficam.
Nesta
vida temos grandes descobertas e uma delas foi trazida pela pesquisa
ocasionada pelo EP "CANÚBIS" (ouça-o aqui), mais um projeto artístico e
fascinante do professor Edgar Franco (Ciberpajé) em parceria com o
musicista Fredé CF. "Canúbis" surge como um antídoto
que acalma e alivia as dores mundanas ocasionadas
pelo caos diário que nos obriga a sermos resilientes em meio as
nossas mais profundas dores.
A
união entre esses dois talentos não poderia resultar em algo
diferente: Um trabalho musical primoroso que nos permite adentrar num
mundo surreal através da realização de uma bela paisagem sonora,
onde somos transportados para um universo cósmico que parece, por
alguns instantes, transcender as barreiras ficcionais até onde é
possível se imaginar, em um cenário onde a fantasia não
tem limites.
Mitologia,
psicodelia e diversos elementos sonoros nos são aqui apresentados
como forma de entender os nossos anseios e interpretar melhor as
origens filosóficas, com o intuito de desvendar os conceitos
mitológicos narrativos que permeiam nossas intensidades vitais
além do que possamos imaginar, aliadas a uma forma diferenciada de
ver e vivenciar o mundo. Assim como foi com o álbum "Cão Breu
Pós-Humano", um projeto de 2019 idealizado por FREDÉ CF que
também conta com a participação de Edgar Franco, a dobradinha se
repetiu em "Canubis".
Como
sabemos, Anúbis é um dos deuses egípcios, considerado o pai das
múmias. Cabeça de chacal e corpo de homem. Divindade muito
representativa na mitologia egípcia. Diante de uma excepcional
representação mitológica, os deuses aumentam sua descendência de
geração em geração e, deste modo, vemos essa fusão do "Cão
Breu Pós-humano" com "Anúbis", o que resultou no
título do EP.
Já
que o Cão Breu, está abrindo alas para Canúbis passar, ou melhor,
desfilar nas avenidas da musicalidade, te convido a ouvir juntamente
comigo faixa a faixa desse EP que merece 10 em todos os quesitos!
Vamos lá?
Faixa
01 - NOTA 10! NO CAOS, VAMOS DANÇAR? Vamos sim, eu aceito! E
para iniciar esse desfile musical, você ao aceitar esse convite,
dançará ao som de um berimbau de boca acompanhado de um enredo
repleto de versos motivacionais que irão lhe fazer entender que a
tristeza mediante as mazelas do mundo é um estado de espírito que
cabe a você ressignificar. Permitir ser alegre em meio ao caos, te
liberta e ameniza os dias difíceis. Faz um bem danado!
FAIXA
02 - NOTA 10! O QUE A SOMBRA REVELA - Continuando esse desfile
musical, O QUE A SOMBRA REVELA, nos é aqui apresentada por uma
sonoridade peculiar que faz jus a barulhos florestais noturnos. A
ficção entra em cena em meus pensamentos. Imagino um ambiente
escuro, ecoado por gritos perturbadores. Trevas. Nossas trevas. A
possibilidade de encarar com leveza a batalha contra nossos monstros
internos.
FAIXA
03 - NOTA 10! OLHAR PARA DENTRO É VISLUMBRAR O COSMOS INTEIRO - Uma
pequena estrofe que traz uma grande reflexão: Entender o porquê das
coisas, através do exercício do autoconhecimento. Na faixa 03, nos
deixamos levar pela riqueza sonora da Bossa Nova que dá o ar da
graça por aqui. Harmonizando o universo diante do que permanece vivo
mesmo após a finitude, onde podemos contemplar a grandeza da
continuidade vital. Quanta beleza poética!
FAIXA
04 - NOTA 10! BORBOLETAS LOUCAS E REBELDES - Sim, aceito mais uma vez
esse convite para dançar no caos, e convido a todos a fazerem o
mesmo. Que possamos pintar as cores da nossa existência mesmo quando
a vida está pintada de preto e branco, com algumas nuances em cinza.
Que realmente sejamos borboletas loucas, rebeldes e coloridas que
ressignifica as dores de nossa caminhada e que festeja com entusiasmo
o pouso no jardim da vida.
FAIXA
05 - NOTA 10! - INNER BEAST (Ritual Transbinário): O EP é
finalizado com uivos de um lobisomem pós-humano transbinário que
anuncia INNER BEAST. Uma faixa bilíngue ritualística que cultua a
mitologia egípcia através da figura de Anúbis, considerado o
guardião dos mortos. Um trabalho artístico surpreendente que
estabeleceu uma conexão mística com as possibilidades reais de
vivenciar esse mundo cósmico proporcionando uma simetria perfeita e
paradoxal entre vida, morte, alegria e tristeza. Natureza e desordem
mundana.
*Raquel Nunes é comunicadora
Ouça e baixe o encarte e as músicas do EP Canúbis gratuitamente neste link:
NOVO LANÇAMENTO EM PARCERIA DO CIBERPAJÉ COM FREDÉ CF, O EP "CANÚBIS" (2022), CELEBRA A CONEXÃO MAGICKA ENTRE O LOBISOMEM TRANSUMANO DA AURORA PÓS-HUMANA E O CÃO BREU DA MEKHANTROPIA.
Acordei em uma madrugada de lua cheia, em meio a pandemia, com uma melodia em mente que me veio de um sonho. O relógio marcava 3:33. Nesse sonho eu estava em uma festa (ou ritual) ancestral, num templo em meio à natureza, com muitas plantas, animais e seres antropomórficos que me rondavam, dançavam e tocavam músicas calmas, porém intensas e viscerais.
Tentei reproduzi-las usando violões (aço e nylon) e alguns sintetizadores e efeitos eletrônicos, para trazer uma ambientação mais onírico-psicodélica para as músicas, além de estéreos e contrastes entre o orgânico e o virtual, o ancestral e o futurista, o formal e o abstrato, a fantasia e a lucidez, tudo em constante movimento.
Transmutação. Metamorfose. Essa era a intenção. Essa É a intenção. Um encontro poético-filosófico transcendental entre a entidade do Cão Breu (presente como entidade fantástica em meu universo “MekHanTropia”) com Lobisomens Tecnogenéticos (da “Aurora Pós-Humana” de Edgar Franco), uivando juntos em pluriversos encantados projetados numa nova era transbinária que adentra as nuances da existência.
Batizamos então essa experiência sonora de “Canúbis”, como uma forma de representar esses encontros entre os universos artísticos que celebram a “conexão e o equilíbrio entre seres e espécies no planeta, em uma egrégora de elevação espiritual, até a extinção de nossa espécie egoica que liberará Gaia para novas experiências na explosão da vida”, como coloca o Ciberpajé na apresentação de seu álbum em quadrinhos intitulado “Renovaceno” (p. 05), muito utilizado aqui como referência.
O título também pode ser lido como referência etmológica ao Cão Breu, à Anúbis e à Cannabis, em uma hibridização conceitual experimental das três realidades (RVs) pensadas por Roy Ascott (2009) e utilizadas poeticamente em nossas reflexões: a Realidade Validada (humana, cotidiana, ordinária), a Realidade Virtual (dos fluxos maquínicos) e a Realidade Vegetal (ligada à natureza, ao transcendental e aos saberes magickos ancestrais de Gaia).
Tais encontros despertam reflexões sobre o momento de trevas e destruição planetária que passamos atualmente e tece relações com o autoconhecimento, as identidades, as subjetividades, a espiritualidade, os rituais e a psique representada por meio da arte. Ao pensar nesses conceitos relacionados a danças oníricas e psicoemocionais projetadas a uma dimensão desconhecida de renovação da vida, me lembrei também de alguns aforismos do Ciberpajé que nos convida pra sermos alegres e amorosos frente a vida a partir da experiência do “agora”, do “presente”, que traduz-se em “dádiva” pelo próprio nome. Talvez só assim possamos nos libertar das nostalgias ilusórias do passado e das ansiedades e (pre)ocupações sobre um futuro que ainda não existe. Quem sabe assim então possamos transformar a única coisa possível de ser profundamente modificado: nós mesmos no presente. Ao nos transformarmos, transformamos tudo e tudo se transforma a partir de nós, como mágicka no caos!
Dessa forma, compus as músicas, gravei e mixei os sons pelo celular e selecionei alguns aforismos do Ciberpajé, pedindo a ele para me enviar gravados e interpretados com sua voz. Pedi também que me enviasse alguns uivos transcendentais e experimentações com berimbau de boca para incluir nas faixas para a criação de atmosferas lúdicas e fantásticas. E então o EP foi surgindo como uma ode à alegria de viver e a amorosidade entre os seres e Gaia.
Buscamos a representação desses ciclos amalgamados da existência: a dança da vida que abarca sonhos subjetivos; os sonhos que transbordam a vida ao não serem mais sonhos; a vida caótica que perece e renasce em sonhos individuais e conjuntos transfigurados na caoticidade transcendental da realidade ordinária; transformação em arte dos sonhos que vivem e dançam em nossa tela mental particular cotidianamente pela imaginação.
Esses diálogos articulados, que transpassam as “realidades” ascottianas, em uma intersecção cósmica entre o meu universo e o do Ciberpajé, articula – por meio de sonhos, sons (acústicos e eletrônicos, ambos gravados, processados e editados pelo smartphone), máquinas, fluxos, pensamentos e palavras –, tais amálgamas.
As faixas/aforismos foram reunidas e nomeadas por temas afins que dialogassem entre si e, assim, tentei trabalhar as ambientações musicais com alguns contrastes entre sonoridades acústicas e eletrônicas se complementando, em uma busca de equilíbrio entre luz e sombras transcendentais. Busquei pensar em uma levada narrativa fluida em direção ao autoconhecimento e harmonia pelo caos, por meio do estranhamento pelo contato com contrastes, distorções, ruídos e dicotomias entre os elementos sonoros em confluência com as palavras recitadas do Ciberpajé.
Para os sons acústicos, utilizei 2 violões (um com cordas de nylon e outro com cordas de aço), chocalhos feitos de sementes seca, pandeiro, vocalizações, sibilos, batuques em alguns potes, panelas e vasos decorativos, vento na janela, e até o som de uma panela fervendo enquanto se cozinhava uma abóbora cabotiá (deliciosa, por sinal).
Para os sons eletrônicos utilizei dois apps com o iPhone 6: o Synth One e o Music Maker Jam. Tudo editado pelo aplicativo Hokusai 2, como foi feito com os discos “Cão Breu Pós-Humano”, “MekHanTropia”, “É esse mesmo o mundo que queremos?”, “Ecos Oníricos” e “Espelho de Obsidiana”. Recomenda-se a audição dessa obra em estéreo, pois favorece a imersão em suas imbricadas psicodelias oníricas que trafegam, transmutam e conectam as faixas dentro do conceito holístico e astral do EP.
Na última faixa, “Inner Beast Escape (Ritual Transbinário)”, usei trechos cantados do ritual para honrar e guiar os mortos com a entidade egípcia Anúbis (ou Anpu), presentes nas páginas 165-169 do livro “Werewolf Magick”, de Denny Sargent (2020). Recitei também, como backing vocals por todo o andamento da música, os dígitos 0 e 1 que compõe a narrativa da HQ “Renovaceno” do Ciberpajé (“Introito: Transbinários”, p. 09-14), além de também declamar alguns aforismos e trechos filosóficos relacionados às p. 16, 57, 62 e 63 do álbum em questão. O Ciberpajé uivou durante toda a faixa.
Harmonizei com uns efeitos psicodélicos de sintetizadores, violões, programações, loops e vocalizações e a música ficou com 6 minutos caracterizados pela constante mudança de atmosferas, representando assim uma ideia de caos e inconstância, ideias bastante expostas pelos universos artísticos autorais de “MekHanTropia” e da “Aurora Pós-Humana”. A instabilidade da existência por meio de sons e imagens que instigam o que há de misterioso, prazeroso e inexorável na vida: o movimento, a transformação e a implacável diversão genuína.
Evocamos a abertura das perspectivas para devaneios e movimentações de desconstrução de padrões ordinários e, a partir de si mesmo, do olhar antropoceno em direção ao infinito caótico da existência, que se renova em novas cosmogonias. Existência essa que só de fato existe no agora presente em momentos de paixão, absorvidos e intensificados pelo deleite da fruição artística e da vida em movimento contínuo, puro, metamórfico. Um fluxo expurgante, uivante, delirante, infantil, expansivo e sinuoso de integração com o todo, essencial trajeto para, enfim, saltarmos de ponta no caos inexorável e nadarmos no nada de uma vida indomada, selvagem e serena.
Enfim, nada. O nada que tudo absorve. O nada que tudo é e em tudo está. O nada (des)transfigurado pelas redes telemáticas em “zeros” e “uns” hipnotizantes e desconectados da essência hipertecnológica da arte e do habitat. Dígitos ilusórios cada vez mais distantes de Gaia. Expurgados da vida e do pulsar integrativo de nossos movimentos essenciais. Cuspidos do autoconhecimento transbinário, que trafega pelas zonas cinzas que o digital insiste em aniquilar com padronizações MekHanTrópicas destruidoras de subjetividades. A arte como instrumento capaz de trazer de volta momentos sinceros, únicos, qualificados, qualitativos, materializados, aproveitados com intensidade rica, alegre e visionária, no prazer vivo da carne, da aura, do espírito, da potência, da vontade, dos sentidos que tocam e são tocados transitando poeticamente a partir das memórias e da imaginação pelas entranhas do analógico e do digital.
No agora, na essência, na pausa, no que há de fato, escapamos da mesmerização da existência. Pela arte, pela vida, pelo amor, pelo existir e insistir no mundo que trazemos em cada um de nós. Por nos deixar conectar e desabrochar um ritual cósmico entre personagens de diferentes dimensões que se conectam enquanto meios de expurgar o mal que assola o planeta a partir de cada um. Através do sentir, identificar e acolher as Sombras, se transmutando profundamente em Lobisomens pós-humanos, em Cães Breus mekHanTrópicos e em Anúbis, entidade que emerge como guia da obra e acessa, na alma, uma intrínseca animalidade ancestral, transcendental, renovada. Surpreendentemente brincando, uivando, se divertindo e (Re)Existindo na resistência por meio da arte D.I.Y. a um instituído sistema seco, careta e sem vida!
O
artista transmídia
e
professor Edgar
Franco (a.k.a. Ciberpajé), a
comunicadora Raquel Alves, a psicoterapeuta Larissa Dias e
o
pessoal
do
Motim Underground, dissecaram
meu
EP ESPELHO
DE OBSIDIANA*e
o videoclipe POÇO SEM FUNDO**,
trazendo instigantes
impressões
sobre as obras.
Agradeço
demais pelas fantásticas análises e mergulhos tão intensos! Leia abaixo as resenhas.
*O
EP “Espelho
de Obsidiana” é parte integrante do universo transmídia
poético-onírico ficcional autoral de
Fredé CF intitulado
“MekHanTropia” (em processo de expansão), a obra integra a
pesquisa de doutorado (em andamento) do autor em Arte e Cultura
Visual (PPGACV/FAV-UFG). O EP, lançado
em setembro de 2021,
foi todo composto, gravado, mixado, finalizado e produzido pelo
smartphone em casa por Fredé CF em Goiânia – Goiás - Brasil,
durante a pandemia de COVID-19 (2021).
**O
vídeo “Poço sem fundo” foi feito em rotoscopia psicodélica
digital, cinemobgrafia onírica e magick-stopmotion com redes
neurais/IA no mês de outubro de 2021.
(RESENHA
1) “Os
experimentalismos visuais, com forte pegada psicodélica geraram uma
conexão visual de forte pregnância com sua expressão sonora” –
por Edgar Franco (Ciberpajé)
Impressões
sobre o Videoclipe “Poço sem Fundo”: Grande
Fredé! Sua produção criativa tem me surpreendido pela grande
qualidade e frequência, você está em um incrível fluxo criativo e
tem conectado com maestria a intuição e fruição criativa às
reflexões teóricas instigantes e que dão uma dimensão ainda mais
profunda à sua produção! Os experimentalismos visuais, com forte
pegada psicodélica, realizados nesse novo videoclipe "Poço sem
Fundo", geraram uma conexão visual de forte pregnância com sua
expressão sonora! É uma das peças visuais mais impactantes
produzidas por você e penso que merece novas explorações nas
demais faixas deste incrível EP! Parabéns!
Siga
criando e nos brindando com arte genuína!
Assista agora ao videoclipe POÇO SEM
FUNDO, de Fredé CF clicando na imagem acima ou pelo link:
(RESENHA
2) “Se
a vida é um reflexo da nossa evolução, o ESPELHO DE OBSIDIANA é o
canto que espelha as conexões da alma, dos comportamentos, dos
sentimentos e dos sonhos” –
por Raquel Alves
O
EP
ESPELHO DE OBSIDIANA de
Fredé CF
é uma verdadeira viagem nas profundezas do autoconhecimento. Neste
mergulho musical é possível adentrar na essência das emoções e
das atitudes humanas, na transmutação do ego, na busca incessante
pela nossa perfeição interior. Um oceano quântico que desvenda as
sombras mais obscuras da nossa sociedade e do nosso subconsciente. Se
a vida é um reflexo da nossa evolução, o
ESPELHO DE OBSIDIANA é o canto que espelha
as conexões da alma, dos comportamentos, dos sentimentos e dos
sonhos.
Cada
faixa despertou em mim reflexões importantes, onde pude extrair de
cada uma um conceito que, além de entreter, também autoanalisa de
forma instigante nossas ações e programas sabotadores. A
responsabilidade de como pensamos, sentimos e agimos. Assim, exponho
o que me chamou mais atenção em cada faixa deste belíssimo
processo energético, místico e criativo de Fredé CF.
A
indignação diante da alienação humana proposta na primeira faixa,
a frustração ilusória proporcionada pela segunda, as calorosas
afirmações e contradições da terceira, as dúvidas subliminares
trazidas pela magnífica faixa título, a discrepância sentimental
da quinta faixa e, por fim, o universo da desordem presente na última
faixa.
São
bem perceptíveis influências de Donna Summer, Giorgio Moroder e
INXS. Quer mais? Qualidade musical e poética nota 1.000!!! O ESPELHO
DE OBSIDIANA é cheio de mistérios. Um presente do universo pra mim
e pra você! O que ele reflete? Te convido a descobrir junto comigo
logo abaixo:
Faixa
1 – PODRE RESSENTIDO: As
vibrações positivas começam por aqui. A faixa um do título inicia
com uma eletrizante batida disco music que vai de encontro ao nosso
desabafo em meio às práticas dos “bons costumes” propagada por
falsos cristãos que alienam seus fiéis. A hipocrisia que anda lado
a lado com ignorância pautada pelo falso moralismo. É a conduta
mercenária que escraviza e atormenta.
Faixa
2 – ACORRENTADO EM QUEM NO INFERNO DO IGUAL AGONIZA:
Na faixa 02, Fredé CF nos impressiona com versos rimados que
permeiam a angústia da dor e da satisfação egóica. É o
particípio do passado que teima em ser presente. Ilusões
travestidas de sonhos desconexos. A carência baseada na ostentação
de uma vaidade fútil. Inútil. Vazia. Uma sequência decadente do
lixo emocional que apodrece, adoece e finda a essência humana.
Faixa
3 – PSYCHOMEKHANTROPIC ROBOTS (The Cthulhu Possession): É um
belíssimo paralelo entre arte e mente. Os mistérios de nossa psique
foi aqui nos apresentado diante de uma fantástica sonoridade
robótica. Dúvidas mentais assombram a imaginação. É a arte que
incomoda. O concreto que poderia se abstrair. O abstrato que poderia
ser concreto. A faixa 03 é uma definição instigante diante nossas
interrogações pessoais e traiçoeiras que teimam em nos enganar,
iludir, reprimir.
Faixa
4 – O ESPELHO DE OBSIDIANA: A faixa título é a resposta
perfeita do que somos capazes de refletir. A dúvida constante diante
do processo permanente do autoconhecimento. O desenvolvimento humano,
poético e espiritual que desbloqueia as barreiras do subconsciente.
É o (des)conhecido imaginário que reflete um misto de sentimentos
pujantes. Latentes. Ardentes como as larvas de um vulcão em bela
erupção que se solidifica em busca da materialização daquilo que
se cria e sonha.
Faixa
5 – POÇO SEM FUNDO: Os acordes nostálgicos trazem à tona a
forma como lidamos, com intensidade, dores passadas, presentes e
futuras. Aborda nossos bloqueios emocionais, nossas crenças
limitantes, nossas sombras mais ocultas. A energia negativa baseada
no sofrimento sob um olhar mais racional. Transmutando a energia,
transformando-a em positiva. “Poço sem fundo” é a opção
perfeita para ressignificar o olhar, os sentimentos que escondem a
nossa fragilidade, revelando o poder da resiliência para lidar com
as intensidades cotidianas.
FAIXA
6 – CAOS: Fredé CF fecha com chave de ouro o EP com CAOS.
Poucas palavras com grandes significados da grande desordem humana
que insiste, resiste e persiste em não retirar de nós a essência
de quem somos.
Ouça
e baixe agora gratuitamente o EP “Espelho de Obsidiana” e outros
lançamentos de Fredé CF em: https://fredefoak.bandcamp.com/album/espelho-de-obsidiana-ep
(RESENHA
3)
“Olhar
no espelho de obsidiana me parece olhar para a própria lâmina que
vai eliminar
sua vida mundana e executar a magia da transformação”
– por
Larissa Dias
Eu
já gosto dos
trabalhos
de
Fredé CF
e esse falando de mitologia, imagina só?! E
agora uma coincidêncialinda:
estou bem no meio dos estudos dos povos pré-colombianos e após ler
sobre as civilizações, decidi começar pela mitologia dos astecas,
faz um mês! A Revista (Mitologia
Aberta)
até fez umas postagens sobre meus estudos e claro, sobre a
Obsidiana!!!
Ouvindo
as músicas, fui anotando as minhas impressões:
1)
Podre Ressentido:
A atmosfera inicial faz um mistério mas, depois, surge o grito
íntimo da intensidade criticando a atual situação dos humanos no
Brasil (e
acho que no mundo). 2)
Acorrentado em quem no inferno do igual agoniza:
essa música chama atenção pelo toque do violão, que se repete,
como se insistisse em um hino por estar cansado de lutar tanto, sendo
necessário para continuar, desabafar. Um Prometeu que foi
acorrentado, antes de dar o fogo aos homens e que só lhe restou,
como a um dragão ferido, labaredas de fogo a serem espalhadas para
que alguém veja que a chama interna salva. 3)
PsychoMekHanTropic
Robots
(The
Cthulhu Possession):Adorei
a Cthulhu
Possession! Me
lembrou uma música do Offspring, a última do álbum Americana, com
uma bela ilustração da deusa Kali, consumista dos prazeres que
comandam a vida dos homens. 4)
O
Espelho
de Obsidiana:
os astecas usavam a obsidiana como a faca de sacrifício. Olhar no
espelho de obsidiana me parece olhar para a própria lâmina que vai
eliminar
sua vida mundana e executar a magia da transformação,
da entrega. Talvez para nós seja realmente um sacrifício diário
ter que lidar com o mal do mundo e, realmente encontrar a gratidão
em tudo isso, seja o grande sacrifício que tenhamos que fazer,
embora seja difícil e complexo!
5)
Poço sem Fundo:
acho que na verdade o poço sem fundo é a perfeita imagem do espelho
de obsidiana! Essa melodia é incrível, porque quando parece que
estamos caindo, vem o instrumento e nos puxa para cima de novo!
6)
Caos:
E depois de tudo, vem o caos líquido e a forma como a água está na
música parece que realmente estamos nos dissolvendo e nos mesclando
ao imenso caos primordial!
Videoclipe
“Poço sem Fundo”:Muito
interessante esse clipe!!! A música já tem um ar ritmado, mas a
impressão que tive dessas imagens foi que elas conseguiam passar
como que “jogadas” umas para as outras, trazendo um efeito
superinteressante para nosso cérebro!!! Fiquei cá pensando em um
poço sem fundo, onde o que mais vemos são os tijolinhos das paredes
e, enquanto caímos, vamos nos acostumamos com eles, como os ecos da
nossa sombra mesmo, até que todos eles se misturam em uma única
imagem. Tive outra impressão da música com o clipe, muito show!!!
E aparece o lobo ancestral e no final, o lobo atual! Adorei! Parabéns
pelo
trabalho!!!
Ouça
e baixe agora gratuitamente o EP “Espelho de Obsidiana” e outros
lançamentos de Fredé CF em:https://fredefoak.bandcamp.com/album/espelho-de-obsidiana-ep Assista
agora ao videoclipe POÇO SEM FUNDO, de Fredé CF em:https://www.youtube.com/watch?v=0L87nmHkwl4
(RESENHA
4)
“Um
registro que vale muito a pena para a reflexão e exercício da
filosofia”–Canal
Motim Underground
Análise
do EP “ESPELHO DE OBSIDIANA” – Um
lançamento que convida o ouvinte à se afogar em uma experiência
transcendental com doses cavalares de folk e spoken words. O contexto
fala muito sobre a forma como as relações humanas são afetadas e
espelhadas entre si diante de cada grau de vivência e se baseando na
contextualização histórica. Usa metáforas sobre como nossas ações
podem se refletir no senso de coletividade. É um registro que vale
muito a pena para a reflexão e exercício da filosofia. Um trabalho
sensacional.
Assista
a incrível análise do EP "Espelho de Obsidiana" a partir do minuto 38’02’’ do vídeo
“LANÇAMENTOS DE SETEMBRO NO UNDERGROUND” no canal Motim
Underground no YouTube, clicando na imagem acima ou pelo link:https://www.youtube.com/watch?v=bxKyfYRjynw
No EP “Espelho de Obsidiana” penso sobre as sombras, os ecos, o ego, o “outro”, o “si-mesmo”, as tecnologias, as linguagens e as telas que nos circundam e afetam a psique.
Na cultura asteca, uma de suas figuras mais emblemáticas é Tezcatlipoca, o Deus do céu noturno, das estrelas e da lua; o senhor do fogo e da morte; criador do mundo, vigilante das consciências. Geralmente representado imageticamente como uma onça que carrega no peito um espelho negro fumegante onde mira toda a humanidade. Essa divindade também está associada ao oferecimento de festas e músicas como formas de conexões entre os mundos dos deuses e dos homens. Uma ponte entre diferentes dimensões.
Tanto na América pré-colombiana quanto em diversos lugares da Europa medieval, o espelho era um artefato bastante utilizado como instrumento de poder para o controle dos indivíduos, uma vez que em suas reflexões e imagens traziam uma combinação de performance, magia, autotransmutação e previsão, essenciais para a instituição de regimes de verdades.
A fotografia, o cinema, a TV e as redes telemáticas atualmente, com suas caixas pretas e lisas que nos refletem, são os novos espelhos de obsidiana (como em Black Mirror). Construtos que condensam conhecimentos científicos em máquinas criadoras de significações nas quais, muitas vezes, não temos controle ou acesso sobre os processos que se dão em seu interior. Frequentemente operamos como processos de entrada e saída de dados pré-configurados por alguém.
Sendo assim, ao representar ou sermos representados imageticamente no mundo atual, não temos o controle total sobre os procedimentos imagéticos intrínsecos ao dispositivo.
Ao pensar em como ver a si mesmo e sobre as possibilidades das imagens e sons em tempos de obscurantismo, busco com essa obra ampliar as reflexões sobre o papel da autorepresentação em nossa sociedade e em nossa existência psicoemocional.
Como nos vemos espaço-temporalmente? O movimento, o contraste, e a autotransformação persistem como únicas possibilidades intrínsecas à existência.
O vazio do “nada” aponta cada vez mais ao horizonte. Vislumbro aqui um cenário de MekHanTropia instituída em seis faixas híbridas, orgânicas e eletrônicas, que ambientam um percurso cada vez mais adentro do abismo. Conjecturo, poeticamente, a urgência selvagem de viver o agora visceralmente e serenamente, antes do fim refletido como fogo!
Letras, músicas, voz, violões, baixo, percussão, sintetizadores, samplers e vocais (D.I.Y.): Fredé CF
“Espelho de Obsidiana” é parte integrante do universo transmídia poético-onírico ficcional autoral intitulado “MekHanTropia” (em processo de expansão), a obra integra a pesquisa de doutorado (em andamento) do autor em Arte e Cultura Visual (UFG). O EP foi todo composto, gravado, mixado, finalizado e produzido pelo smartphone em casa por Fredé CF em Goiânia – Goiás - Brasil, durante a pandemia de COVID-19 (2021).
A psicoterapeuta paulista Larissa Dias, a comunicadora goiana Raquel Alves e o grande João Carlos Gomes (Balthäzar), mestre da Underground Gräves Distro e ícone do Motim Underground, falaram suas impressões sobre o meu EP intitulado “ECOS ONÍRICOS”.
Valeu demais pela força e pelas fantásticas análises e mergulhos tão intensos na obra!
Veja abaixo as resenhas:
Ouça e
baixe agora os lançamentos “Ecos Oníricos”, “É esse o mundo que queremos?”, “Cão
Breu Pós-Humano” e “MekHanTropia” em: https://fredefoak.bandcamp.com
(RESENHA 1) “ECOS ONÍRICOS”: Um delicioso
refúgio musical que transita entre a sensibilidade e a fantasia interpretativa
de nossos sentimentos mais intensos
por Raquel Alves de Freitas Nunes - comunicadora/GO
O que
é bom pode ainda ficar melhor, certo? Certíssimo! E assim, no dia mundial do
rock, Fredé CF nos presenteia com o lançamento de ECOS ONÍRICOS. Um delicioso
refúgio musical que transita entre a sensibilidade e a fantasia interpretativa
de nossos sentimentos mais intensos. Rock, psicodelia e experimentalismo foram
utilizados neste EP com muita propriedade para adentrar além do nosso
imaginário. Extremamente reflexivo. E a minha medalha de ouro vai para: A FAIXA
TÍTULO – “ECOS ONÍRICOS”. Amei a letra, e me identifiquei demais com alguns
versos, como: "Às vezes gritando em silêncio preocupado sem ir além em
busca de paz no meu peito.” Caramba! as letras acabam se encaixando em momentos
de nossas vidas. Para essa interpretação tão real de nossos sonhos, pude
perceber outras referências maravilhosas neste álbum. A faixa 03, “AGORA”, me
lembrou Titãs (PRA DIZER ADEUS). Já em ECOS ONÍRICOS senti uma pegada à la Raul Seixas, me
lembrou a melodia de GITÃ. A faixa 06 me lembrou, mais uma vez, Kraftwerk (THE
ROBOTS. de 1978). Pra mim que, musicalmente falando, estacionei nos anos 70 e
80 com algumas raras paradas nos anos 90 e 2000, fiquei muito entusiasmada com as
referências. O álbum é um presente para todos nós. Vamos à análise das faixas:
“ECOS
ONÍRICOS” é um álbum tão convidativo como uma deliciosa xícara de café. Assim
como um café quentinho, a poesia sonora do EP é uma agradável companhia que
desperta e vicia. Aprecie, deguste e ouça sem moderação!
FAIXA
01 - Aaah e o que é a faixa ECOS ONÍRICOS, hein?! Com participação do cineasta
e musicista Rafael Simon (aka Erre Simon), a letra da faixa título traduz na
essência do que está por trás desses sonhos: desvendam a natureza dos sonhos
trazendo um mundo de incertezas e solidão. Saudades de um passado que insiste
em não voltar. Um paradoxo de sentimentos sufocados que vagueiam pela imensidão
dos seus próprios pensamentos. ECOS ONÍRICOS é uma chuva de sensibilidade
poética. Uau!!
FAIXA
02: Com citações de dois grandes pensadores: Samuel Butler e Marshall McLuhan,
O EFEITO ANTES DA CAUSA é uma resposta sonora que desvenda, através dos
conceitos desses pensadores, os mistérios da natureza.
FAIXA
03:Instintos, sorrisos e lágrimas. Essa
é a faixa 03: AGORA. Com uma voz ecoada, violão e o imediatismo de vivenciar o
momento presente. A poesia ritmada de Fredé CF, com participação do professor e
pesquisador Edgar Franco com seu berimbau de boca cortante, é um misto de
emoções que se confundem com a dúvida dos seus próprios sentimentos.
FAIXA04: A faixa 04 deste álbum, A PERSISTÊNCIA DO
TEMPO, é uma sequência genial sobre o tempo. A poesia concreta se confunde com
o abecedário do tempo que chega em nossos ouvidos repleto de significados. É a
nossa persistência em perceber que cada instante é único baseado na maneira de
como lidamos e desfrutamos dos conceitos de passado, presente e futuro.
FAIXA 05:
Arranjos leves acompanhado de elementos sonoros suaves como um assobio de um
pássaro. Assim é SALAMANCA BLUES. Com participação especial do músico e
professor Gustavo Ponciano, a música é um diário. Um desabafo de emoções que se
fundem aos sonhos e a expectativa de uma nova realidade onde os pré-conceitos
possam ser descartados, e que a tolerância e a resiliência não sejam meros
devaneios em nossa sociedade.
FAIXA
06: Mais uma pitada de experimentalismo e minimalismo não faz mal a ninguém.
Assim é MUNDO T(R)ELA (DEEP BLUE ANIMUS SHINE), a última faixa do álbum. Com
uma pegada dark e repleta de elementos sonoros fantásticos, a faixa nos deixa
uma mensagem muito reflexiva. Percebemos queencontramosas mais profundas
indagações sobre os nossos verdadeiros ECOS ONÍRICOS. Vivemos à espera de
respostas para nossos sentimentos, anseios e sonhos. Os versos de MUNDO T(R)ELA
vão lhe ajudar a trazer essas respostas em busca do que realmente importa e da
descoberta de quem realmente somos.
Assim,
essa foi a análise do EP “ECOS ONÍRICOS” e mais uma vez foi maravilhoso
escutá-lo.
(RESENHA 2) “UM BRINDE À PSICODELIA!” - Análise
do EP “Ecos Oníricos” de Fredé CF
Por João
Carlos Gomes (Balthäzar) – Motim Underground / Underground Gräves Distro
“O disco
é um brinde à psicodelia (...) É um convite a entrar na mente do músico (...)
Ele explora diferentes níveis de psicodelia (...) Uma verdadeira mistureba o
som, mas uma mistureba que funciona (...) Atinge um nirvana da psicodelia (...)
O Fredé tenta, não colocar correntes, mas ter o controle do som que ele tenta
produzir (...) Vindo do Fredé, podemos esperar por composições subjetivas,
porque exploram uma psique diferenciada, mas sem deixar de fazer as críticas ao
que é necessário.”
Assista
a incrível análise completa do EP no minuto 37’45’’ do vídeo “LANÇAMENTOS DE
JUNHO E JULHO NO UNDERGROUND!!!” do canal Motim Underground no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=wGXy8M_LCnU
Siga, curta, compartilhe e ative o sininho do canal do Motim Underground no YouTube
(RESENHA 3) “UMA ATMOSFERA QUE ACALENTA” -
Impressões sobre o EP “Ecos Oníricos” de Fredé CF
Por
Larissa Dias - psicoterapeuta/SP
Sobre
o EP "Ecos Oníricos": Demorei, mas ouvi! Muito top, todas as músicas! Elas nem parecem gravadas
em casa!! A música "Ecos Oníricos" traz uma atmosfera que nos
acalenta, é como ouvir um ritmo bem gostoso, como quando acordamos de um sonho
importante, mas ainda estamos nele. No fim, algo muda, parece um despertar (são
chocalhos no fundo?); Em "Agora" percebi os efeitos do berimbau, bem
psicodélico mesmo e a voz atrás da voz principal me deu uma sensação de agora
mesmo, como se eu precisasse agir, tem um forte estímulo aí, não sei se foi de
propósito ou se foi sem querer, mas ficou muito interessante! E a frase de
"Salamanca Blues"...onde não existem fronteiras claras entre a
realidade e a fantasia..." é maravilhosa. Eu super concordo que sim,
existem vários mundos em uma existência. Viajei demais, valeu!!!!
Sobre
o Miniconto MekHanTrópico escondido nas letras das músicas do EP: Me remeteu na
mesma hora à forma de escrever do Christopher Queiroz, que escreveu um conto na
última edição da revista "De onde o diabo olhava". É uma perspectiva
muito interessante, assim como a desse conto. A menção a Sísifo me remeteu ao
seriado coreano que estou vendo "O Mito de Sísifo". E combinado com
as músicas fica bem assentado o recado do projeto como um todo!
(Bônus) Larissa Dias
também escreveu sobre o EP “É ESSE O MUNDO QUE QUEREMOS?”, lançado em abril de
2021, veja só:
Impressões de Larissa Dias sobre o EP “É ESSE O
MUNDO QUE QUEREMOS?” de Fredé CF:
*Música 1
– “Como se fosse loucura (Parallel Dimension)”: A música tem uma dramaticidade
necessária para o tema em questão. É forte e envolvente, traz uma vontade de se
fazer algo por si mesmo e pelo mundo!
*Música 2
– “Genocida”: Que cuidado você teve de separar essas falas, o processo deve ter
sido muito revoltante e até doloroso, de ouvir todas elas, mas o engraçado é
que sua voz não passa isso... ali aparece alguém tentando nos confortar diante
de desta situação, uma que todos sofremos. Não um conforto paralisante, mas um
conforto para gerar energia para lutar.
*Música 3
– "Útero Egóico”: o violão nos chama atenção para um lado, enquanto a letra para
outro. Achei muito interessante isso, essa é uma perspectiva não egóica, gera
uma multivisão "fora do útero" como diz a letra, mas no fim, tudo vai
se encaixando, a música na letra e o múltiplo no único. Está show a sonoridade!
*Música 4
– “Post-Human Depression”: Penso o quanto essas reflexões são importantes mas
também penso o quanto estamos preparados (ou não) para fazê-las.
"Pré-ocupados para nos preocuparmos". Talvez seja isso! Limites como
proteção são necessários, até para executarmos profundas reflexões!
Ouça e
baixe agora os lançamentos “Ecos Oníricos”, “É esse o mundo que queremos?”, “Cão
Breu Pós-Humano” e “MekHanTropia” em: https://fredefoak.bandcamp.com