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quarta-feira, março 09, 2022

[Resenha] EP musical"CANÚBIS": mais um projeto artístico e fascinante do artista transmídia Edgar Franco (Ciberpajé) em parceria com o musicista Fredé CF, por Raquel Nunes*

 


Arte do Ciberpajé (http://ciberpaje.blogspot.com/)

Nesta vida temos grandes descobertas e uma delas foi trazida pela pesquisa ocasionada pelo EP "CANÚBIS" (ouça-o aqui), mais um projeto artístico e fascinante do professor Edgar Franco (Ciberpajé) em parceria com o musicista Fredé CF. "Canúbis" surge como um antídoto que acalma e alivia as dores mundanas ocasionadas pelo caos diário que nos obriga a sermos resilientes em meio as nossas mais profundas dores.

A união entre esses dois talentos não poderia resultar em algo diferente: Um trabalho musical primoroso que nos permite adentrar num mundo surreal através da realização de uma bela paisagem sonora, onde somos transportados para um universo cósmico que parece, por alguns instantes, transcender as barreiras ficcionais até onde é possível se imaginar, em um cenário onde a fantasia não tem limites. 

Mitologia, psicodelia e diversos elementos sonoros nos são aqui apresentados como forma de entender os nossos anseios e interpretar melhor as origens filosóficas, com o intuito de desvendar os conceitos mitológicos narrativos que  permeiam nossas intensidades vitais além do que possamos imaginar, aliadas a uma forma diferenciada de ver e vivenciar o mundo. Assim como foi com o álbum "Cão Breu Pós-Humano", um projeto de 2019 idealizado por FREDÉ CF que também conta com a participação de Edgar Franco, a dobradinha se repetiu em "Canubis".

Como sabemos, Anúbis é um dos deuses egípcios, considerado o pai das múmias. Cabeça de chacal e corpo de homem. Divindade muito representativa na mitologia egípcia. Diante de uma excepcional representação mitológica, os deuses aumentam sua descendência de geração em geração e, deste modo, vemos essa fusão do "Cão Breu Pós-humano" com "Anúbis", o que resultou no título do EP.

Já que o Cão Breu, está abrindo alas para Canúbis passar, ou melhor, desfilar nas avenidas da musicalidade, te convido a ouvir juntamente comigo faixa a faixa desse EP que merece 10 em todos os quesitos! Vamos lá?


Faixa 01 - NOTA 10! NO CAOS, VAMOS DANÇAR?  Vamos sim, eu aceito! E para iniciar esse desfile musical, você ao aceitar esse convite, dançará ao som de um berimbau de boca acompanhado de um enredo repleto de versos motivacionais que irão lhe fazer entender que a tristeza mediante as mazelas do mundo é um estado de espírito que cabe a você ressignificar. Permitir ser alegre em meio ao caos, te liberta e ameniza os dias difíceis. Faz um bem danado!


FAIXA 02 - NOTA 10! O QUE A SOMBRA REVELA - Continuando esse desfile musical, O QUE A SOMBRA REVELA, nos é aqui apresentada por uma sonoridade peculiar que faz jus a barulhos florestais noturnos. A ficção entra em cena em meus pensamentos. Imagino um ambiente escuro, ecoado por gritos perturbadores. Trevas. Nossas trevas. A possibilidade de encarar com leveza a batalha contra nossos monstros internos.


FAIXA 03 - NOTA 10! OLHAR PARA DENTRO É VISLUMBRAR O COSMOS INTEIRO - Uma pequena estrofe que traz uma grande reflexão: Entender o porquê das coisas, através do exercício do autoconhecimento. Na faixa 03, nos deixamos levar pela riqueza sonora da Bossa Nova que dá o ar da graça por aqui. Harmonizando o universo diante do que permanece vivo mesmo após a finitude, onde podemos contemplar a grandeza da continuidade vital. Quanta beleza poética!


FAIXA 04 - NOTA 10! BORBOLETAS LOUCAS E REBELDES - Sim, aceito mais uma vez esse convite para dançar no caos, e convido a todos a fazerem o mesmo. Que possamos pintar as cores da nossa existência mesmo quando a vida está pintada de preto e branco, com algumas nuances em cinza. Que realmente sejamos borboletas loucas, rebeldes e coloridas que ressignifica as dores de nossa caminhada e que festeja com entusiasmo o pouso no jardim da vida.


FAIXA 05 - NOTA 10! - INNER BEAST (Ritual Transbinário): O EP é finalizado com uivos de um lobisomem pós-humano transbinário que anuncia INNER BEAST. Uma faixa bilíngue ritualística que cultua a mitologia egípcia através da figura de Anúbis, considerado o guardião dos mortos. Um trabalho artístico surpreendente que estabeleceu uma conexão mística com as possibilidades reais de vivenciar esse mundo cósmico proporcionando uma simetria perfeita e paradoxal entre vida, morte, alegria e tristeza. Natureza e desordem mundana.

*Raquel Nunes é comunicadora


Ouça e baixe o encarte e as músicas do EP Canúbis gratuitamente neste link:  

http://ciberpaje.blogspot.com/2022/02/lancamento-novo-ep-ciberpaje-canubis.html


Clique na imagem para ouvir on-line o EP "Canúbis"




segunda-feira, fevereiro 14, 2022

[LANÇAMENTO/EP] CANÚBIS - Ciberpajé feat. Fredé CF



NOVO LANÇAMENTO EM PARCERIA DO CIBERPAJÉ COM FREDÉ CF, O EP "CANÚBIS" (2022), CELEBRA A CONEXÃO MAGICKA ENTRE O LOBISOMEM TRANSUMANO DA AURORA PÓS-HUMANA E O CÃO BREU DA MEKHANTROPIA.


CANÚBIS - Ciberpajé feat. Fredé CF (Clique para ouvir)
Acordei em uma madrugada de lua cheia, em meio a pandemia, com uma melodia em mente que me veio de um sonho. O relógio marcava 3:33. Nesse sonho eu estava em uma festa (ou ritual) ancestral, num templo em meio à natureza, com muitas plantas, animais e seres antropomórficos que me rondavam, dançavam e tocavam músicas calmas, porém intensas e viscerais. 
Tentei reproduzi-las usando violões (aço e nylon) e alguns sintetizadores e efeitos eletrônicos, para trazer uma ambientação mais onírico-psicodélica para as músicas, além de estéreos e contrastes entre o orgânico e o virtual, o ancestral e o futurista, o formal e o abstrato, a fantasia e a lucidez, tudo em constante movimento.

Transmutação. Metamorfose. Essa era a intenção. Essa É a intenção. Um encontro poético-filosófico transcendental entre a entidade do Cão Breu (presente como entidade fantástica em meu universo “MekHanTropia”) com Lobisomens Tecnogenéticos (da “Aurora Pós-Humana” de Edgar Franco), uivando juntos em pluriversos encantados projetados numa nova era transbinária que adentra as nuances da existência.

Batizamos então essa experiência sonora de “Canúbis”, como uma forma de representar esses encontros entre os universos artísticos que celebram a “conexão e o equilíbrio entre seres e espécies no planeta, em uma egrégora de elevação espiritual, até a extinção de nossa espécie egoica que liberará Gaia para novas experiências na explosão da vida”, como coloca o Ciberpajé na apresentação de seu álbum em quadrinhos intitulado “Renovaceno” (p. 05), muito utilizado aqui como referência.

O título também pode ser lido como referência etmológica ao Cão Breu, à Anúbis e à Cannabis, em uma hibridização conceitual experimental das três realidades (RVs) pensadas por Roy Ascott (2009) e utilizadas poeticamente em nossas reflexões: a Realidade Validada (humana, cotidiana, ordinária), a Realidade Virtual (dos fluxos maquínicos) e a Realidade Vegetal (ligada à natureza, ao transcendental e aos saberes magickos ancestrais de Gaia).

Tais encontros despertam reflexões sobre o momento de trevas e destruição planetária que passamos atualmente e tece relações com o autoconhecimento, as identidades, as subjetividades, a espiritualidade, os rituais e a psique representada por meio da arte. Ao pensar nesses conceitos relacionados a danças oníricas e psicoemocionais projetadas a uma dimensão desconhecida de renovação da vida, me lembrei também de alguns aforismos do Ciberpajé que nos convida pra sermos alegres e amorosos frente a vida a partir da experiência do “agora”, do “presente”, que traduz-se em “dádiva” pelo próprio nome. Talvez só assim possamos nos libertar das nostalgias ilusórias do passado e das ansiedades e (pre)ocupações sobre um futuro que ainda não existe. Quem sabe assim então possamos transformar a única coisa possível de ser profundamente modificado: nós mesmos no presente. Ao nos transformarmos, transformamos tudo e tudo se transforma a partir de nós, como mágicka no caos!

Dessa forma, compus as músicas, gravei e mixei os sons pelo celular e selecionei alguns aforismos do Ciberpajé, pedindo a ele para me enviar gravados e interpretados com sua voz. Pedi também que me enviasse alguns uivos transcendentais e experimentações com berimbau de boca para incluir nas faixas para a criação de atmosferas lúdicas e fantásticas. E então o EP foi surgindo como uma ode à alegria de viver e a amorosidade entre os seres e Gaia.

Buscamos a representação desses ciclos amalgamados da existência: a dança da vida que abarca sonhos subjetivos; os sonhos que transbordam a vida ao não serem mais sonhos; a vida caótica que perece e renasce em sonhos individuais e conjuntos transfigurados na caoticidade transcendental da realidade ordinária; transformação em arte dos sonhos que vivem e dançam em nossa tela mental particular cotidianamente pela imaginação. 

Esses diálogos articulados, que transpassam as “realidades” ascottianas, em uma intersecção cósmica entre o meu universo e o do Ciberpajé, articula – por meio de sonhos, sons (acústicos e eletrônicos, ambos gravados, processados e editados pelo smartphone), máquinas, fluxos, pensamentos e palavras –, tais amálgamas.

CANÚBIS - Ciberpajé feat. Fredé CF (Clique para ouvir)

Sobre o processo da criação das faixas:

As faixas/aforismos foram reunidas e nomeadas por temas afins que dialogassem entre si e, assim, tentei trabalhar as ambientações musicais com alguns contrastes entre sonoridades acústicas e eletrônicas se complementando, em uma busca de equilíbrio entre luz e sombras transcendentais. Busquei pensar em uma levada narrativa fluida em direção ao autoconhecimento e harmonia pelo caos, por meio do estranhamento pelo contato com contrastes, distorções, ruídos e dicotomias entre os elementos sonoros em confluência com as palavras recitadas do Ciberpajé.

Para os sons acústicos, utilizei 2 violões (um com cordas de nylon e outro com cordas de aço), chocalhos feitos de sementes seca, pandeiro, vocalizações, sibilos, batuques em alguns potes, panelas e vasos decorativos, vento na janela, e até o som de uma panela fervendo enquanto se cozinhava uma abóbora cabotiá (deliciosa, por sinal).

Para os sons eletrônicos utilizei dois apps com o iPhone 6: o Synth One e o Music Maker Jam. Tudo editado pelo aplicativo Hokusai 2, como foi feito com os discos “Cão Breu Pós-Humano”, “MekHanTropia”, “É esse mesmo o mundo que queremos?”, “Ecos Oníricos” e “Espelho de Obsidiana”. Recomenda-se a audição dessa obra em estéreo, pois favorece a imersão em suas imbricadas psicodelias oníricas que trafegam, transmutam e conectam as faixas dentro do conceito holístico e astral do EP.
CANÚBIS - Ciberpajé feat. Fredé CF (Clique para ouvir)

Na última faixa, “Inner Beast Escape (Ritual Transbinário)”, usei trechos cantados do ritual para honrar e guiar os mortos com a entidade egípcia Anúbis (ou Anpu), presentes nas páginas 165-169 do livro “Werewolf Magick”, de Denny Sargent (2020). Recitei também, como backing vocals por todo o andamento da música, os dígitos 0 e 1 que compõe a narrativa da HQ “Renovaceno” do Ciberpajé (“Introito: Transbinários”, p. 09-14), além de também declamar alguns aforismos e trechos filosóficos relacionados às p. 16, 57, 62 e 63 do álbum em questão. O Ciberpajé uivou durante toda a faixa.

Harmonizei com uns efeitos psicodélicos de sintetizadores, violões, programações, loops e vocalizações e a música ficou com 6 minutos caracterizados pela constante mudança de atmosferas, representando assim uma ideia de caos e inconstância, ideias bastante expostas pelos universos artísticos autorais de “MekHanTropia” e da “Aurora Pós-Humana”. A instabilidade da existência por meio de sons e imagens que instigam o que há de misterioso, prazeroso e inexorável na vida: o movimento, a transformação e a implacável diversão genuína.
Evocamos a abertura das perspectivas para devaneios e movimentações de desconstrução de padrões ordinários e, a partir de si mesmo, do olhar antropoceno em direção ao infinito caótico da existência, que se renova em novas cosmogonias. Existência essa que só de fato existe no agora presente em momentos de paixão, absorvidos e intensificados pelo deleite da fruição artística e da vida em movimento contínuo, puro, metamórfico. Um fluxo expurgante, uivante, delirante, infantil, expansivo e sinuoso de integração com o todo, essencial trajeto para, enfim, saltarmos de ponta no caos inexorável e nadarmos no nada de uma vida indomada, selvagem e serena.
Infinada.
CANÚBIS - Ciberpajé feat. Fredé CF (Clique para ouvir)

Enfim, nada. O nada que tudo absorve. O nada que tudo é e em tudo está. O nada (des)transfigurado pelas redes telemáticas em “zeros” e “uns” hipnotizantes e desconectados da essência hipertecnológica da arte e do habitat. Dígitos ilusórios cada vez mais distantes de Gaia. Expurgados da vida e do pulsar integrativo de nossos movimentos essenciais. Cuspidos do autoconhecimento transbinário, que trafega pelas zonas cinzas que o digital insiste em aniquilar com padronizações MekHanTrópicas destruidoras de subjetividades. A arte como instrumento capaz de trazer de volta momentos sinceros, únicos, qualificados, qualitativos, materializados, aproveitados com intensidade rica, alegre e visionária, no prazer vivo da carne, da aura, do espírito, da potência, da vontade, dos sentidos que tocam e são tocados transitando poeticamente a partir das memórias e da imaginação pelas entranhas do analógico e do digital.

No agora, na essência, na pausa, no que há de fato, escapamos da mesmerização da existência. Pela arte, pela vida, pelo amor, pelo existir e insistir no mundo que trazemos em cada um de nós. Por nos deixar conectar e desabrochar um ritual cósmico entre personagens de diferentes dimensões que se conectam enquanto meios de expurgar o mal que assola o planeta a partir de cada um. Através do sentir, identificar e acolher as Sombras, se transmutando profundamente em Lobisomens pós-humanos, em Cães Breus mekHanTrópicos e em Anúbis, entidade que emerge como guia da obra e acessa, na alma, uma intrínseca animalidade ancestral, transcendental, renovada. Surpreendentemente brincando, uivando, se divertindo e (Re)Existindo na resistência por meio da arte D.I.Y. a um instituído sistema seco, careta e sem vida!

(Texto de Fredé CF)
 
CANÚBIS - Ciberpajé feat. Fredé CF (Clique para ouvir)

Album released February 14, 2022

Vozes, uivos, aforismos, artes e berimbau de boca:
CIBERPAJÉ (a.k.a. Edgar Franco)
*
Vozes, músicas, efeitos sonoros e mixagem:
FREDÉ CF (a.k.a. Frederico Carvalho Felipe)
*

CANÚBIS - Ciberpajé feat. Fredé CF (Clique para ouvir)

Capa e encarte (arte e projeto gráfico): Ciberpajé (a.k.a. Edgar Franco)

Lunare Music - Brasil - 2022
Grupo de Pesquisa CRIA_CIBER (FAV/UFG)

CANÚBIS - Ciberpajé feat. Fredé CF (Clique para ouvir)



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all rights reserved

segunda-feira, novembro 22, 2021

(RESENHAS) Impressões sobre o EP “ESPELHO DE OBSIDIANA” e o videoclipe “POÇO SEM FUNDO” de Fredé CF

 

Ouça e baixe agora o EP “ESPELHO DE OBSIDIANA” de Fredé CF em: https://fredefoak.bandcamp.com

O artista transmídia e professor Edgar Franco (a.k.a. Ciberpajé), a comunicadora Raquel Alves, a psicoterapeuta Larissa Dias e o pessoal do Motim Underground, dissecaram meu EP ESPELHO DE OBSIDIANA* e o videoclipe POÇO SEM FUNDO**, trazendo instigantes impressões sobre as obras.

Agradeço demais pelas fantásticas análises e mergulhos tão intensos! Leia abaixo as resenhas.

*O EP “Espelho de Obsidiana” é parte integrante do universo transmídia poético-onírico ficcional autoral de Fredé CF intitulado “MekHanTropia” (em processo de expansão), a obra integra a pesquisa de doutorado (em andamento) do autor em Arte e Cultura Visual (PPGACV/FAV-UFG). O EP, lançado em setembro de 2021, foi todo composto, gravado, mixado, finalizado e produzido pelo smartphone em casa por Fredé CF em Goiânia – Goiás - Brasil, durante a pandemia de COVID-19 (2021).

**O vídeo “Poço sem fundo” foi feito em rotoscopia psicodélica digital, cinemobgrafia onírica e magick-stopmotion com redes neurais/IA no mês de outubro de 2021.

Ouça e baixe agora o EP “ESPELHO DE OBSIDIANA” de Fredé CF em: https://fredefoak.bandcamp.com

Leia abaixo as resenhas:

(RESENHA 1) “Os experimentalismos visuais, com forte pegada psicodélica geraram uma conexão visual de forte pregnância com sua expressão sonora” por Edgar Franco (Ciberpajé)

Impressões sobre o Videoclipe “Poço sem Fundo”: Grande Fredé! Sua produção criativa tem me surpreendido pela grande qualidade e frequência, você está em um incrível fluxo criativo e tem conectado com maestria a intuição e fruição criativa às reflexões teóricas instigantes e que dão uma dimensão ainda mais profunda à sua produção! Os experimentalismos visuais, com forte pegada psicodélica, realizados nesse novo videoclipe "Poço sem Fundo", geraram uma conexão visual de forte pregnância com sua expressão sonora! É uma das peças visuais mais impactantes produzidas por você e penso que merece novas explorações nas demais faixas deste incrível EP! Parabéns! Siga criando e nos brindando com arte genuína!

Assista agora ao videoclipe POÇO SEM FUNDO, de Fredé CF clicando na imagem acima ou pelo link: 


(RESENHA 2) Se a vida é um reflexo da nossa evolução, o ESPELHO DE OBSIDIANA é o canto que espelha as conexões da alma, dos comportamentos, dos sentimentos e dos sonhos” – por Raquel Alves

O EP ESPELHO DE OBSIDIANA de Fredé CF é uma verdadeira viagem nas profundezas do autoconhecimento. Neste mergulho musical é possível adentrar na essência das emoções e das atitudes humanas, na transmutação do ego, na busca
incessante pela nossa perfeição interior. Um oceano quântico que desvenda as sombras mais obscuras da nossa sociedade e do nosso subconsciente. Se a vida é um reflexo da nossa evolução, o ESPELHO DE OBSIDIANA é o canto que
espelha as conexões da alma, dos comportamentos, dos sentimentos e dos sonhos.

Cada faixa despertou em mim reflexões importantes, onde pude extrair de cada uma um conceito que, além de entreter, também autoanalisa de forma instigante nossas ações e programas sabotadores. A responsabilidade de como pensamos, sentimos e agimos. Assim, exponho o que me chamou mais atenção em cada faixa deste belíssimo processo energético, místico e criativo de Fredé CF.

A indignação diante da alienação humana proposta na primeira faixa, a frustração ilusória proporcionada pela segunda, as calorosas afirmações e contradições da terceira, as dúvidas subliminares trazidas pela magnífica faixa título, a discrepância sentimental da quinta faixa e, por fim, o universo da desordem presente na última faixa.

São bem perceptíveis influências de Donna Summer, Giorgio Moroder e INXS. Quer mais? Qualidade musical e poética nota 1.000!!! O ESPELHO DE OBSIDIANA é cheio de mistérios. Um presente do universo pra mim e pra você! O que ele reflete? Te convido a descobrir junto comigo logo abaixo:

Faixa 1 – PODRE RESSENTIDO: As vibrações positivas começam por aqui. A faixa um do título inicia com uma eletrizante batida disco music que vai de encontro ao nosso desabafo em meio às práticas dos “bons costumes” propagada por falsos cristãos que alienam seus fiéis. A hipocrisia que anda lado a lado com ignorância pautada pelo falso moralismo. É a conduta mercenária que escraviza e atormenta.

Faixa 2 – ACORRENTADO EM QUEM NO INFERNO DO IGUAL AGONIZA: Na faixa 02, Fredé CF nos impressiona com versos rimados que permeiam a angústia da dor e da satisfação egóica. É o particípio do passado que teima em ser presente. Ilusões travestidas de sonhos desconexos. A carência baseada na ostentação de uma vaidade fútil. Inútil. Vazia. Uma sequência decadente do lixo emocional que apodrece, adoece e finda a essência humana.

Faixa 3 – PSYCHOMEKHANTROPIC ROBOTS (The Cthulhu Possession): É um belíssimo paralelo entre arte e mente. Os mistérios de nossa psique foi aqui nos apresentado diante de uma fantástica sonoridade robótica. Dúvidas mentais assombram a imaginação. É a arte que incomoda. O concreto que poderia se abstrair. O abstrato que poderia ser concreto. A faixa 03 é uma definição instigante diante nossas interrogações pessoais e traiçoeiras que teimam em nos enganar, iludir, reprimir.

Faixa 4 – O ESPELHO DE OBSIDIANA: A faixa título é a resposta perfeita do que somos capazes de refletir. A dúvida constante diante do processo permanente do autoconhecimento. O desenvolvimento humano, poético e espiritual que desbloqueia as barreiras do subconsciente. É o (des)conhecido imaginário que reflete um misto de sentimentos pujantes. Latentes. Ardentes como as larvas de um vulcão em bela erupção que se solidifica em busca da materialização daquilo que se cria e sonha.

Faixa 5 – POÇO SEM FUNDO: Os acordes nostálgicos trazem à tona a forma como lidamos, com intensidade, dores passadas, presentes e futuras. Aborda nossos bloqueios emocionais, nossas crenças limitantes, nossas sombras mais ocultas. A energia negativa baseada no sofrimento sob um olhar mais racional. Transmutando a energia, transformando-a em positiva. “Poço sem fundo” é a opção perfeita para ressignificar o olhar, os sentimentos que escondem a nossa fragilidade, revelando o poder da resiliência para lidar com as intensidades cotidianas.

FAIXA 6 – CAOS: Fredé CF fecha com chave de ouro o EP com CAOS. Poucas palavras com grandes significados da grande desordem humana que insiste, resiste e persiste em não retirar de nós a essência de quem somos.

Ouça e baixe agora gratuitamente o EP “Espelho de Obsidiana” e outros lançamentos de Fredé CF em: https://fredefoak.bandcamp.com/album/espelho-de-obsidiana-ep


(RESENHA 3) “Olhar no espelho de obsidiana me parece olhar para a própria lâmina que vai eliminar sua vida mundana e executar a magia da transformação” – por Larissa Dias

Eu já gosto dos trabalhos de Fredé CF e esse falando de mitologia, imagina só?!
E agora uma coincidência linda: estou bem no meio dos estudos dos povos pré-colombianos e após ler sobre as civilizações, decidi começar pela mitologia dos astecas, faz um mês! A Revista (Mitologia Aberta) até fez umas postagens sobre meus estudos e claro, sobre a Obsidiana!!!

Ouvindo as músicas, fui anotando as minhas impressões:

1) Podre Ressentido: A atmosfera inicial faz um mistério mas, depois, surge o grito íntimo da intensidade criticando a atual situação dos humanos no Brasil (e acho que no mundo).
2) Acorrentado em quem no inferno do igual agoniza: essa música chama atenção pelo toque do violão, que se repete, como se insistisse em um hino por estar cansado de lutar tanto, sendo necessário para continuar, desabafar. Um Prometeu que foi acorrentado, antes de dar o fogo aos homens e que só lhe restou, como a um dragão ferido, labaredas de fogo a serem espalhadas para que alguém veja que a chama interna salva.
3) PsychoMekHanTropic Robots (The Cthulhu Possession): Adorei a Cthulhu Possession! Me lembrou uma música do Offspring, a última do álbum Americana, com uma bela ilustração da deusa Kali, consumista dos prazeres que comandam a vida dos homens.
4) O Espelho de Obsidiana: os astecas usavam a obsidiana como a faca de sacrifício. Olhar no espelho de obsidiana me parece olhar para a própria lâmina que vai eliminar sua vida mundana e executar a magia da transformação, da entrega. Talvez para nós seja realmente um sacrifício diário ter que lidar com o mal do mundo e, realmente encontrar a gratidão em tudo isso, seja o grande sacrifício que tenhamos que fazer, embora seja difícil e complexo!

5) Poço sem Fundo: acho que na verdade o poço sem fundo é a perfeita imagem do espelho de obsidiana! Essa melodia é incrível, porque quando parece que estamos caindo, vem o instrumento e nos puxa para cima de novo!

6) Caos: E depois de tudo, vem o caos líquido e a forma como a água está na música parece que realmente estamos nos dissolvendo e nos mesclando ao imenso caos primordial!

Videoclipe “Poço sem Fundo”: Muito interessante esse clipe!!! A música já tem um ar ritmado, mas a impressão que tive dessas imagens foi que elas conseguiam passar como que “jogadas” umas para as outras, trazendo um efeito superinteressante para nosso cérebro!!! Fiquei cá pensando em um poço sem fundo, onde o que mais vemos são os tijolinhos das paredes e, enquanto caímos, vamos nos acostumamos com eles, como os ecos da nossa sombra mesmo, até que todos eles se misturam em uma única imagem. Tive outra impressão da música com o clipe, muito show!!! E aparece o lobo ancestral e no final, o lobo atual! Adorei! Parabéns pelo trabalho!!!

Ouça e baixe agora gratuitamente o EP “Espelho de Obsidiana” e outros lançamentos de Fredé CF em: https://fredefoak.bandcamp.com/album/espelho-de-obsidiana-ep
Assista agora ao videoclipe POÇO SEM FUNDO, de Fredé CF em: https://www.youtube.com/watch?v=0L87nmHkwl4

(RESENHA 4) “Um registro que vale muito a pena para a reflexão e exercício da filosofia” Canal Motim Underground

Análise do EP “ESPELHO DE OBSIDIANA” – Um lançamento que convida o ouvinte à se afogar em uma experiência transcendental com doses cavalares de folk e spoken words. O contexto fala muito sobre a forma como as relações humanas são afetadas e espelhadas entre si diante de cada grau de vivência e se baseando na contextualização histórica. Usa metáforas sobre como nossas ações podem se refletir no senso de coletividade. É um registro que vale muito a pena para a reflexão e exercício da filosofia. Um trabalho sensacional.

Assista a incrível análise do EP "Espelho de Obsidiana" a partir do minuto 38’02’’ do vídeo “LANÇAMENTOS DE SETEMBRO NO UNDERGROUND” no canal Motim Underground no YouTube, clicando na imagem acima ou pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=bxKyfYRjynw


segunda-feira, setembro 20, 2021

[LANÇAMENTO] ESPELHO DE OBSIDIANA - FREDÉ CF


Ouça e baixe agora o EP gratuitamente em: https://fredefoak.bandcamp.com/releases

[LANÇAMENTO] "ESPELHO DE OBSIDIANA - FREDÉ CF" 

No EP “Espelho de Obsidiana” penso sobre as sombras, os ecos, o ego, o “outro”, o “si-mesmo”, as tecnologias, as linguagens e as telas que nos circundam e afetam a psique.

Na cultura asteca, uma de suas figuras mais emblemáticas é Tezcatlipoca, o Deus do céu noturno, das estrelas e da lua; o senhor do fogo e da morte; criador do mundo, vigilante das consciências. Geralmente representado imageticamente como uma onça que carrega no peito um espelho negro fumegante onde mira toda a humanidade. Essa divindade também está associada ao oferecimento de festas e músicas como formas de conexões entre os mundos dos deuses e dos homens. Uma ponte entre diferentes dimensões.

Tanto na América pré-colombiana quanto em diversos lugares da Europa medieval, o espelho era um artefato bastante utilizado como instrumento de poder para o controle dos indivíduos, uma vez que em suas reflexões e imagens traziam uma combinação de performance, magia, autotransmutação e previsão, essenciais para a instituição de regimes de verdades.

A fotografia, o cinema, a TV e as redes telemáticas atualmente, com suas caixas pretas e lisas que nos refletem, são os novos espelhos de obsidiana (como em Black Mirror). Construtos que condensam conhecimentos científicos em máquinas criadoras de significações nas quais, muitas vezes, não temos controle ou acesso sobre os processos que se dão em seu interior. Frequentemente operamos como processos de entrada e saída de dados pré-configurados por alguém.

Sendo assim, ao representar ou sermos representados imageticamente no mundo atual, não temos o controle total sobre os procedimentos imagéticos intrínsecos ao dispositivo.

Ao pensar em como ver a si mesmo e sobre as possibilidades das imagens e sons em tempos de obscurantismo, busco com essa obra ampliar as reflexões sobre o papel da autorepresentação em nossa sociedade e em nossa existência psicoemocional. 

Como nos vemos espaço-temporalmente? O movimento, o contraste, e a autotransformação persistem como únicas possibilidades intrínsecas à existência. 

O vazio do “nada” aponta cada vez mais ao horizonte. Vislumbro aqui um cenário de MekHanTropia instituída em seis faixas híbridas, orgânicas e eletrônicas, que ambientam um percurso cada vez mais adentro do abismo. Conjecturo, poeticamente, a urgência selvagem de viver o agora visceralmente e serenamente, antes do fim refletido como fogo!


Ouça com fones em stereo.


Ouça e baixe agora o EP gratuitamente em: https://fredefoak.bandcamp.com/releases

Ficha Técnica:

Letras, músicas, voz, violões, baixo, percussão, sintetizadores, samplers e vocais (D.I.Y.): Fredé CF

“Espelho de Obsidiana” é parte integrante do universo transmídia poético-onírico ficcional autoral intitulado “MekHanTropia” (em processo de expansão), a obra integra a pesquisa de doutorado (em andamento) do autor em Arte e Cultura Visual (UFG). O EP foi todo composto, gravado, mixado, finalizado e produzido pelo smartphone em casa por Fredé CF em Goiânia – Goiás - Brasil, durante a pandemia de COVID-19 (2021).

F.Oak Produções 2021.

Ouça e baixe agora o EP gratuitamente em: https://fredefoak.bandcamp.com/releases

quinta-feira, agosto 19, 2021

(RESENHAS) Três análises e impressões sobre o EP “ECOS ONÍRICOS”

 A psicoterapeuta paulista Larissa Dias, a comunicadora goiana Raquel Alves e o grande João Carlos Gomes (Balthäzar), mestre da Underground Gräves Distro e ícone do Motim Underground, falaram suas impressões sobre o meu EP intitulado “ECOS ONÍRICOS”.
Valeu demais pela força e pelas fantásticas análises e mergulhos tão intensos na obra! 
Veja abaixo as resenhas:

Ouça e baixe agora os lançamentos “Ecos Oníricos”, “É esse o mundo que queremos?”, “Cão Breu Pós-Humano” e “MekHanTropia” em: https://fredefoak.bandcamp.com

(RESENHA 1) “ECOS ONÍRICOS”: Um delicioso refúgio musical que transita entre a sensibilidade e a fantasia interpretativa de nossos sentimentos mais intensos

por Raquel Alves de Freitas Nunes - comunicadora/GO

O que é bom pode ainda ficar melhor, certo? Certíssimo! E assim, no dia mundial do rock, Fredé CF nos presenteia com o lançamento de ECOS ONÍRICOS. Um delicioso refúgio musical que transita entre a sensibilidade e a fantasia interpretativa de nossos sentimentos mais intensos. Rock, psicodelia e experimentalismo foram utilizados neste EP com muita propriedade para adentrar além do nosso imaginário. Extremamente reflexivo. E a minha medalha de ouro vai para: A FAIXA TÍTULO – “ECOS ONÍRICOS”. Amei a letra, e me identifiquei demais com alguns versos, como: "Às vezes gritando em silêncio preocupado sem ir além em busca de paz no meu peito.” Caramba! as letras acabam se encaixando em momentos de nossas vidas. Para essa interpretação tão real de nossos sonhos, pude perceber outras referências maravilhosas neste álbum. A faixa 03, “AGORA”, me lembrou Titãs (PRA DIZER ADEUS). Já em ECOS ONÍRICOS senti uma pegada à la Raul Seixas, me lembrou a melodia de GITÃ. A faixa 06 me lembrou, mais uma vez, Kraftwerk (THE ROBOTS. de 1978). Pra mim que, musicalmente falando, estacionei nos anos 70 e 80 com algumas raras paradas nos anos 90 e 2000, fiquei muito entusiasmada com as referências. O álbum é um presente para todos nós. Vamos à análise das faixas:

“ECOS ONÍRICOS” é um álbum tão convidativo como uma deliciosa xícara de café. Assim como um café quentinho, a poesia sonora do EP é uma agradável companhia que desperta e vicia. Aprecie, deguste e ouça sem moderação!

FAIXA 01 - Aaah e o que é a faixa ECOS ONÍRICOS, hein?! Com participação do cineasta e musicista Rafael Simon (aka Erre Simon), a letra da faixa título traduz na essência do que está por trás desses sonhos: desvendam a natureza dos sonhos trazendo um mundo de incertezas e solidão. Saudades de um passado que insiste em não voltar. Um paradoxo de sentimentos sufocados que vagueiam pela imensidão dos seus próprios pensamentos. ECOS ONÍRICOS é uma chuva de sensibilidade poética. Uau!!

FAIXA 02: Com citações de dois grandes pensadores: Samuel Butler e Marshall McLuhan, O EFEITO ANTES DA CAUSA é uma resposta sonora que desvenda, através dos conceitos desses pensadores, os mistérios da natureza.

FAIXA 03:  Instintos, sorrisos e lágrimas. Essa é a faixa 03: AGORA. Com uma voz ecoada, violão e o imediatismo de vivenciar o momento presente. A poesia ritmada de Fredé CF, com participação do professor e pesquisador Edgar Franco com seu berimbau de boca cortante, é um misto de emoções que se confundem com a dúvida dos seus próprios sentimentos.

FAIXA  04: A faixa 04 deste álbum, A PERSISTÊNCIA DO TEMPO, é uma sequência genial sobre o tempo. A poesia concreta se confunde com o abecedário do tempo que chega em nossos ouvidos repleto de significados. É a nossa persistência em perceber que cada instante é único baseado na maneira de como lidamos e desfrutamos dos conceitos de passado, presente e futuro.

FAIXA 05: Arranjos leves acompanhado de elementos sonoros suaves como um assobio de um pássaro. Assim é SALAMANCA BLUES. Com participação especial do músico e professor Gustavo Ponciano, a música é um diário. Um desabafo de emoções que se fundem aos sonhos e a expectativa de uma nova realidade onde os pré-conceitos possam ser descartados, e que a tolerância e a resiliência não sejam meros devaneios em nossa sociedade.

FAIXA 06: Mais uma pitada de experimentalismo e minimalismo não faz mal a ninguém. Assim é MUNDO T(R)ELA (DEEP BLUE ANIMUS SHINE), a última faixa do álbum. Com uma pegada dark e repleta de elementos sonoros fantásticos, a faixa nos deixa uma mensagem muito reflexiva. Percebemos que  encontramos  as mais profundas indagações sobre os nossos verdadeiros ECOS ONÍRICOS. Vivemos à espera de respostas para nossos sentimentos, anseios e sonhos. Os versos de MUNDO T(R)ELA vão lhe ajudar a trazer essas respostas em busca do que realmente importa e da descoberta de quem realmente somos.

Assim, essa foi a análise do EP “ECOS ONÍRICOS” e mais uma vez foi maravilhoso escutá-lo.

Ouça e baixe agora o EP “Ecos Oníricos” em: https://fredefoak.bandcamp.com/album/ecos-on-ricos-ep

 

(RESENHA 2) “UM BRINDE À PSICODELIA!” - Análise do EP “Ecos Oníricos” de Fredé CF

Por João Carlos Gomes (Balthäzar) – Motim Underground / Underground Gräves Distro

“O disco é um brinde à psicodelia (...) É um convite a entrar na mente do músico (...) Ele explora diferentes níveis de psicodelia (...) Uma verdadeira mistureba o som, mas uma mistureba que funciona (...) Atinge um nirvana da psicodelia (...) O Fredé tenta, não colocar correntes, mas ter o controle do som que ele tenta produzir (...) Vindo do Fredé, podemos esperar por composições subjetivas, porque exploram uma psique diferenciada, mas sem deixar de fazer as críticas ao que é necessário.”

Assista a incrível análise completa do EP no minuto 37’45’’ do vídeo “LANÇAMENTOS DE JUNHO E JULHO NO UNDERGROUND!!!” do canal Motim Underground no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=wGXy8M_LCnU

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(RESENHA 3) “UMA ATMOSFERA QUE ACALENTA” - Impressões sobre o EP “Ecos Oníricos” de Fredé CF

Por Larissa Dias - psicoterapeuta/SP

Sobre o EP "Ecos Oníricos": Demorei, mas ouvi! Muito top, todas as músicas! Elas nem parecem gravadas em casa!! A música "Ecos Oníricos" traz uma atmosfera que nos acalenta, é como ouvir um ritmo bem gostoso, como quando acordamos de um sonho importante, mas ainda estamos nele. No fim, algo muda, parece um despertar (são chocalhos no fundo?); Em "Agora" percebi os efeitos do berimbau, bem psicodélico mesmo e a voz atrás da voz principal me deu uma sensação de agora mesmo, como se eu precisasse agir, tem um forte estímulo aí, não sei se foi de propósito ou se foi sem querer, mas ficou muito interessante! E a frase de "Salamanca Blues"...onde não existem fronteiras claras entre a realidade e a fantasia..." é maravilhosa. Eu super concordo que sim, existem vários mundos em uma existência. Viajei demais, valeu!!!!

Sobre o Miniconto MekHanTrópico escondido nas letras das músicas do EP: Me remeteu na mesma hora à forma de escrever do Christopher Queiroz, que escreveu um conto na última edição da revista "De onde o diabo olhava". É uma perspectiva muito interessante, assim como a desse conto. A menção a Sísifo me remeteu ao seriado coreano que estou vendo "O Mito de Sísifo". E combinado com as músicas fica bem assentado o recado do projeto como um todo!

Ouça e baixe agora o EP “Ecos Oníricos” em: https://fredefoak.bandcamp.com/album/ecos-on-ricos-ep


(Bônus) Larissa Dias também escreveu sobre o EP “É ESSE O MUNDO QUE QUEREMOS?”, lançado em abril de 2021, veja só:

Impressões de Larissa Dias sobre o EP “É ESSE O MUNDO QUE QUEREMOS?” de Fredé CF:

*Música 1 – “Como se fosse loucura (Parallel Dimension)”: A música tem uma dramaticidade necessária para o tema em questão. É forte e envolvente, traz uma vontade de se fazer algo por si mesmo e pelo mundo!

*Música 2 – “Genocida”: Que cuidado você teve de separar essas falas, o processo deve ter sido muito revoltante e até doloroso, de ouvir todas elas, mas o engraçado é que sua voz não passa isso... ali aparece alguém tentando nos confortar diante de desta situação, uma que todos sofremos. Não um conforto paralisante, mas um conforto para gerar energia para lutar.

*Música 3 – "Útero Egóico”: o violão nos chama atenção para um lado, enquanto a letra para outro. Achei muito interessante isso, essa é uma perspectiva não egóica, gera uma multivisão "fora do útero" como diz a letra, mas no fim, tudo vai se encaixando, a música na letra e o múltiplo no único. Está show a sonoridade!

*Música 4 – “Post-Human Depression”: Penso o quanto essas reflexões são importantes mas também penso o quanto estamos preparados (ou não) para fazê-las. "Pré-ocupados para nos preocuparmos". Talvez seja isso! Limites como proteção são necessários, até para executarmos profundas reflexões!

 Ouça e baixe agora o EP “É ESSE O MUNDO QUE QUEREMOS?” em: https://fredefoak.bandcamp.com/album/esse-mesmo-o-mundo-que-queremos-ep


Ouça e baixe agora os lançamentos “Ecos Oníricos”, “É esse o mundo que queremos?”, “Cão Breu Pós-Humano” e “MekHanTropia” em: https://fredefoak.bandcamp.com